O cerco está se fechando para Celso Deoclécio dos Santos, candidato eleito ao Conselho Tutelar da Região IV em Maceió. O Ministério Público Estadual fez um pedido de impugnação do Registro de Candidatura do candidato. O caso está nas mãos do promotor de justiça Ubirajara Ramos. Ele, que já foi preso em flagrante em 2014 por roubo majorado, é acusado de usar um menor de idade para participar do esquema criminoso.

A Rede Repórter conseguiu o depoimento do adolescente às autoridades. E o jovem foi claro: Celso estava com a arma de fogo durante assalto no estabelecimento Cervejaoke, em Rio Largo. O crime aconteceu em 2014. “Celso que anunciou o assalto e começou a recolher os pertences dos clientes”, disse.

Celso e José Esdras, outro participante no assalto, também teriam forçado Luiz Carlos, outro envolvido no processo, de assumir o roubo.

Agora, eleito, o criminoso Celso Deoclécio irá cuidar de crianças e jovens da região IV compreende os bairros de Bom Parto, Mutange, Bebedouro, Chã de Bebedouro, Chã da Jaqueira, Santa Amélia, Petrópolis, Fernão Velho e Rio Novo. Hoje em liberdade provisória, Deoclécio já teve sua candidatura ao Conselho Tutelar impugnada algumas vezes, mas no último concurso, de acordo com o denunciante, surgiu novamente como candidato, sem maiores problemas e se elegeu para o quadriênio 2020/2024 com 404 votos, ficando em 4º lugar.

Deoclécio responde o processo em liberdade tendo que se apresentar a cada três meses na justiça pela ação criminosa. Ele fazia parte de um trio de bandidos formado por dois jovens – ele era um deles na época -, e um adolescente. Eles foram presos no dia 23 de julho daquele ano portando 13 celulares roubados e seis munições de calibre 38.

Em outubro do mesmo ano, a justiça concedeu liberdade provisória de Celso Deoclécio. Na época da ação criminosa, a polícia informou que eles teriam invadido e assaltado um bar e restaurante, no Salvador Lyra. E, quando faziam uma suposta “partilha” dos produtos, teriam sido flagrados.

Durante as investigações, imagens do estabelecimento foram divulgadas e uma das vítimas do restaurante os reconheceu.  Apesar de ter sido candidato eleito, ele continua respondendo ao processo em liberdade. Um de seus parceiros de crime, José Esdras Luiz,  teve a liberdade provisória revogada por não se apresentar corretamente à justiça.