Moradores do povoado do Capinal, em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, reclamam que o cemitério da localidade, que fica no meio de uma fazenda, não recebe fiscalização e nem ordenamento para enterrar os corpos. Muitos são sepultados em locais já ocupados.

De acordo com moradores da região, não precisa pedir autorização municipal para enterrar um corpo no cemitério, pois o terreno foi doado há mais de 60 anos.

“Quando alguém morre, pega os papéis para ser enterrado, o atestado de óbito e vem enterrar diretamente aqui”, diz o aposentado Manoel Francisco Pereira.

No local são enterrados corpos de pessoas que moravam nos povoados de Capinal, Periquito, Barrocas e Santa Marta. O cemitério está superlotado.

“Eles não se importam com isso não [desenterrar um corpo]. Só querem saber de enterrar. Chega aqui, abrem a cova e enterram”, disse Maria Jesus Nazaré.

Os moradores informaram que os túmulos são identificados com os nomes dos mortos nas cruzes. Os corpos perdem a identificação quando ocorre um novo sepultamento.

A estudante Keila Viana reclama que não consegue achar a cova de parentes. “Queria muito visitar a cova, saber onde é, mas como aqui você enterra uma pessoa em cima da outra, a gente não consegue achar”, contou.

Os moradores pedem que a Prefeitura de Vitória da Conquista legalize o cemitério do local para que os corpos sejam enterrados com um ordenamento.

“Solicitar a prefeitura que venha dar um apoio para a gente. Está legalizando aqui. Para saber onde está enterrando e não enterrarem alguém na mesma sepultura que algum parente da gente”, pediu Manoel Francisco.

Por meio da Secretaria de Serviços Públicos, a Prefeitura de Vitória da Conquista informou que é responsável pela manutenção e administração de dois cemitérios do município. Segundo o órgão, o cemitério de Capinal é de origem particular e, por isso, não pode ser fiscalizado pela administração municipal.

 Fotos: Divulgação/TV Sudoeste