O senador Jaques Wagner confirmou a aliados nesta segunda-feira (28) sua intenção de não disputar o governo da Bahia. Em longa reunião em seu escritório político em Salvador, o ex-governador se mostrou inflexível aos últimos apelos do partido.

Durante a manhã, o BNews já havia mostrado que tentativas anteriores não amoleceram o coração do senador.

“A retirada da minha candidatura não implica na retirada da candidatura do PT. Quem decidirá se terá candidatura ou não, não sou eu, será o Partido”, comunicou Wagner nesta segunda.

Com isso, caciques petistas deixaram a reunião fazendo novas projeções sobre a chapa majoritária. Uma delas é levantar outro quadro de modo que o partido tenha candidatura própria, mas a discussão por nomes ainda é embrionária.

Outro caminho é declarar apoio ao senador Otto Alencar (PSD), podendo compor a vice – como já chegou a ser projetado desde os primeiros sinais do recuo de Wagner. O bastidor revelado pela reportagem semanas atrás indicava a dobradinha de Otto com Moema Gramacho (PT), prefeita de Lauro de Freitas.O presidente do PT Bahia, Éden Valadares, lamentou a decisão de Wagner, mas afirmou que a legenda mantém a posição definida no sétimo Congresso do PT de a sigla encabeçar a chapa. “É claro que respeitamos a decisão do companheiro Wagner, mas não a recebemos com alegria. Nossas instâncias se reunirão intensamente nos próximos dias para atualizar nossa posição”.”Nossa decisão será fruto do debate interno, mas também do imprescindível diálogo com os demais partidos e lideranças da base, como Otto, Leão, Lídice e PCdoB”, ressaltou Éden.

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