A pasta de homicídios da 8ª Coorpin de Teixeira de Freitas, liderada pelo delegado Manoel Andreeta, acaba de esclarecer o duplo homicídio contra o casal Carlos Roberto Santos Moreira, o “Michelângelo”, de 29 anos e Sheila Silva de Jesus, a “Sheilinha”, 29. O corpo do homem foi encontrado boiando no rio Itanhém, numa área conhecida como Prainha, na tarde do último dia 18 de janeiro e o da mulher acabou sendo localizado quatro dias depois, já em estado de decomposição, no interior de uma pequena casa de tábua, distante poucos metros de onde aconteceu o primeiro assassinato.

As duas vítimas, segundo ficou comprovado nos exames de medicina legal, foram torturadas e atacadas a golpes de facão. A mulher foi amarrada numa cadeira, amordaçada e teve as mãos amarradas para trás antes de morrer. A polícia acredita que os crimes foram praticados no mesmo dia.

Segundo o delegado Andreeta os autores da barbárie foram Geovane Nascimento da Silva, de 24 anos, sua companheira Edna de Jesus Fernandes, 33 e os comparsas Clebson Pereira Silva, o “Neguinho”, de 19 anos e Isaías Pereira Silva, 21, todos pertencentes a um bando criminoso que ficou conhecido como grupo de “Beto Carroceiro”. “Eles se conheceram durante o período que estiveram presos no Conjunto Penal de Teixeira de Freitas (CPTF) e a motivação para o duplo homicídio foi o tráfico de drogas”, afirma.

O casal “Michelângelo” e “Sheilinha” teriam comprado drogas do bando criminoso, consumiram e não conseguiram pagar o valor da dívida. O não pagamento, segundo as investigações, fora a assinatura da sentença de morte dos dois.

Além do assassinato do casal, ainda segundo o delegado Manoel Andreeta, os integrantes do bando ainda são responsáveis por diversos outros crimes em Teixeira de Freitas, desde a prática de ameaças de morte, agressões físicas, furtos, roubos, tráfico de drogas e assassinatos em série. “O inquérito policial foi devidamente concluído, relatado e encaminhado à Justiça com o pedido de prisão preventiva dos envolvidos”, afirma Andreeta. (Da redação TH)