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Com paciente em ambulância, socorristas buscam policlínica de funcionamento 24h e encontram unidade fechada na Bahia
Socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) buscaram uma policlínica de funcionamento 24h para deixar um paciente e encontraram a unidade fechada. O caso aconteceu na madrugada de segunda-feira (23), no distrito de Humildes, em Feira de Santana, a 100 km de Salvador.
A situação indignou moradores da cidade. Um deles, inclusive, gravou um vídeo e denunciou a situação. Informações da Secretaria de Saúde da cidade apontam que havia sete pessoas no local, entre elas médico, técnicos de enfermagem e enfermeiros, mas ninguém saiu para abrir a policlínica.
“2h20 da manhã, o Samu veio aqui prestar socorro e a policlínica se encontra fechada. É assim que se faz aqui em Humildes. E o rapaz [socorrista] ali batendo, chamando e nada de ninguém responder”, disse o morador no vídeo gravado.
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Nas imagens é possível ouvir o socorrista bater no portão diversas vezes. Em seguida, ele dispara a sirene da ambulância e também buzina, para tentar chamar a atenção de quem está na unidade de saúde, mas ninguém sai. Logo depois a ambulância parte do local, em busca de outra unidade médica
Ainda não se sabe para onde o paciente foi levado, nem a gravidade do estado de saúde dele. A policlínica tem funcionamento de 24 horas para urgências e emergências, porque Humildes é o distrito mais populoso de Feira de Santana e fica na zona rural.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana informou que apura o caso, que já solicitou imagens de câmeras de segurança e que está ouvindo os funcionários que estavam de plantão. Disse ainda que, assim que as investigações forem concluídas, tanto a empresa que administra a policlínica, quanto a secretaria vão tomar as devidas providências.
fonte: g1 Bahia
Boletim epidemiológico – 18/01/23.

Ana Paula (PDT), pretende vencer “monotema” da Covid-19 e diz que maternidade será sua primeira realização na SMS

A vice-prefeita Ana Paula Matos (PDT) irá voltar a compor o quadro de secretários e secretárias da Prefeitura Municipal de Salvador (PMS). Ela foi anunciada nesta segunda-feira (16) pelo prefeito Bruno Reis (União) para a chefia da Secretaria Municipal da Saúde (SMS).
Segundo Matos, que antes de concorrer ao cargo de vice-presidenta da República na chapa de Ciro Gomes (PDT) ocupou o cargo de Secretária de Governo (Segov) do município, a sua ida para a Saúde é uma feliz oportunidade de “ajudar” o povo soteropolitano.
Como prioridade para sua gestão, revelou a pedetista, está a construção de uma maternidade municipal. “É uma tarefa muito importante e complexa, porque a gente não pode errar. Nosso acerto significa a vida das pessoas”, comentou.

Ao explicar seu modo de trabalho, Ana Paula salientou que tem um perfil de gestora – área na qual tem formação, tanto como especialista quanto como mestra – e pretende compreender a realidade e a competência do quadro de servidores, bem como aproveitar e aprender com a equipe.
“Também sou uma pessoa estudiosa, que ama trabalhar com as pessoas. Vou saber buscar na equipe técnica os melhores caminhos e soluções spara os problemas”, acrescentou.
Sua meta, alegou a secretária, é “vencer esse monotema da Covid”, assunto “que tem nos últimos anos dominado a saúde”. Além disso, ela tem como objetivo o desenvolvimento de “novos projetos, novas perspectivas, deixar um legado para a cidade”, sendo a maternidade o primeiro deles.

Poções: Prefeitura começa a campanha relacionada ao janeiro branco

Covid-19: quase 69 milhões estão com a dose de reforço atrasada

São Paulo – Vacinação contra covid-19 aos profissionais da saúde do Hospital das Clínicas, no Centro de Convenções Rebouças.
Cerca de 69 milhões de brasileiros ainda não receberam a dose de reforço da vacina contra a covid-19. A Rede Nacional de Dados em Saúde mostra ainda que mais de 30 milhões de pessoas não receberam a segunda dose do reforço, enquanto 19 milhões de pessoas não buscaram sequer a segunda dose do esquema vacinal primário.
Esta semana, a recém-empossada ministra da Saúde, Nísia Trindade, lembrou que a pandemia não acabou e reforçou a importância de se completar o esquema vacinal contra a doença.
“A pandemia mostrou a nossa vulnerabilidade. O rei está nu. Precisamos afirmar, sem nenhuma tergiversação, e superar essa condição”, disse, ao destacar que o país responde por 11% das mortes por covid-19 no mundo, apesar de representar 2,7% da população global.
Segundo a pasta, estudos científicos revelam que a proteção vacinal desenvolvida contra a covid-19 é mais alta nos primeiros meses, mas pode apresentar redução. Com a dose de reforço, a proteção contra o vírus volta a ficar elevada. Por isso, a proteção adicional é considerada indispensável.
“Neste cenário, o Ministério da Saúde ressalta que é fundamental buscar uma unidade de saúde mais próxima para atualizar a caderneta de vacinação contra a covid-19 e outras doenças.”
Cobertura vacinal
Até o momento, 163 milhões de pessoas tomaram a segunda dose ou a dose única da vacina contra a covid-19, o que representa 79% da população. Quanto à primeira dose de reforço, 102,5 milhões foram aplicadas. Já a segunda dose de reforço – ou dose adicional – soma 45,2 milhões de aplicações.
Gestantes devem iniciar o pré-natal o quanto antes para o desenvolvimento saudável dos bebês
Entre as primeiras medidas para uma gestação saudável está a suplementação de ácido fólico desde o planejamento até a 12ª semana. Esse cuidado previne problemas na formação do tubo neural.
A chegada de um bebê ao mundo é motivo de muita alegria, mas a gravidez exige atenção especial com a saúde. Com mudanças em suas funções metabólicas, a gestante precisa se preparar para os nove meses, cuidando da alimentação, estado emocional, pressão arterial, entre outros tópicos, para que o parto aconteça nas melhores condições. Para isso, o acompanhamento médico é essencial durante o processo. No entanto, o dado do Sistema Único de Saúde (SUS) gera um alerta: durante a pandemia as consultas de pré-natal caíram 13,5%.
A Dra. Célia Regina Silva, vice-presidente da SGORJ (Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de Rio de Janeiro) e coordenadora do ambulatório de adolescentes da Maternidade-Escola da UFRJ, explica que relação médico-gestante é fundamental, principalmente em meio a tantas informações disponíveis. “A orientação médica para as gestantes tem papel importante de esclarecimento das dúvidas que começam a surgir. Num primeiro momento, a enxurrada de informações vem de todos os lados, – podendo ou não ser verdadeiras e, pior: podem impactar no correto desenvolvimento da gravidez”.
A ingestão de vitaminas e nutrientes é um dos assuntos de atenção. Segundo a OMS, estima-se que 41,8% das gestantes em todo o mundo sejam anêmicas, supondo-se que grande carga de anemia seja devido à deficiência de ácido fólico e ferro. Assim, as mulheres necessitam de dieta mais equilibrada para auxiliar a manutenção da saúde da mãe e também o desenvolvimento de um bebê saudável. Dentre os inúmeros aliados nesse momento, o ácido fólico (vitamina B9) pré concepcional até o final do 1º trimestre da gestação tem destaque importante na prevenção dos defeitos do tubo neural.
“A suplementação de ácido fólico é um exemplo de como informações não científicas e a falta de orientação médica podem confundir as mulheres. O ácido fólico, além de prevenir anemia, é extremamente importante para a prevenção de defeitos congênitos, em especial os defeitos do tubo neural (DTN). As gestantes ao redor do mundo recebem suplementação de ácido fólico há mais de 50 anos. Trata-se de um produto testado, com absorção, dosagem e efeitos comprovados”, alerta a Dra. Célia Regina.
A dosagem correta também deve ser levada em consideração: a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a ingestão de 400 microgramas por dia, iniciando-se dois meses antes da gravidez planejada. Nas primeiras 12 semanas, o ácido fólico participa de várias funções no organismo e, administrado na dosagem e período corretos, protege o bebê, auxiliando o fechamento do tubo neural e contribuindo para o neurodesenvolvimento do embrião.
A especialista lembra que, no entanto, mulheres com alto risco de DTN devem tomar uma dose de 4mg. “A concentração de ácido fólico circulante no sangue antes da fertilização é mais um passo para a gestação de um bebê saudável. Isso porque a vitamina é usada pelo organismo para produzir novas células, contribuindo para o crescimento daquelas que formarão os órgãos e tecidos fetais no início da gravidez. Como o armazenamento do ácido fólico não é possível, é preciso fornecê-lo continuamente”.
A alimentação também faz parte de uma gravidez bem-sucedida, mas é difícil obter a quantidade diária recomendada de ácido fólico apenas com a dieta. Por isso, sociedades médicas internacionais, como FDA (EUA) e EMA (UE), recomendam a suplementação da vitamina B9, o ácido fólico.
“Consultas médicas e exames periódicos devem ser frequentes durante a gravidez, porque são muitos fatores a ser analisados e a gestante precisa de informações seguras e cientificamente comprovadas. Nunca é demais reforçar dados científicos quando falamos do futuro das crianças”, aconselha a Dra. Célia Regina.
Escrito e enviado por Texto Assessoria
De‐Regil LM, Peña‐Rosas JP, Fernández‐Gaxiola AC, Rayco‐Solon P. Effects and safety of periconceptional oral folate supplementation for preventing birth defects. Cochrane Database of Systematic Reviews 2015, Issue 12. Art. No.: CD007950.
World Health Organization. Department of nutrition for health and development evidence and programme guidance unit. Periconceptional daily folic acid (400 µg) supplementation for prevention of neural tube defects. Disponível em https://www.who.int/selection_medicines/committees/expert/20/applications/Folic_acid.pdf?msclkid=e99f5abeb13911ecaf66a1dbbbe3232d
Feira de Santana registra caso ativo de meningite bacteriana: Doença é conhecida por ter uma evolução muito rápida, levando à morte

A Secretaria de Saúde de Feira de Santana divulgou o registro de um caso ativo de meningite meningocócica na cidade. O paciente, 41 anos, está internado no Hospital Geral Cleriston Andrade desde o último sábado (17). De acordo com a coordenadora da Vigilância, Carlita Correia, os casos de meningite meningocócica (bacteriana) podem ter uma evolução muito rápida, levando à morte. “Nós já identificamos todos os contatos domiciliados, a quimioprofilaxia já está sendo disponibilizada, e essas pessoas permaneceram sob vigilância e monitoramento da equipe de referência da vigilância epidemiológica”, esclareceu.
Se para a meningite viral não existe vacina específica, no caso da forma bacteriana a vacina está disponível nos postos para os profissionais de saúde e pessoas de até 19 anos. Duas vacinas são oferecidas, a meningocócica tipo C (conjugada) e a ACWY. O público alvo foi expandido depois de um aumento de casos da forma bacteriana.
Em outubro, houve aumento de 160% nos casos do tipo bacteriano, mas segundo a Sesab, até julho, apenas 62,9% das crianças baianas tinham se imunizado. Até 24 de setembro, a Bahia tinha 273 pacientes com a doença. O aumento não é exclusivo daqui: em São Paulo houve crescimento de 77% nos casos entre maio e setembro.
Sintomas da meningite:
Febre
Rigidez na nuca
Dor de cabeça
Mal-estar
Náusea e vômito
Confusão mental
Sensibilidade à luz
Dores intensas ou dores nos músculos, articulações, peito ou barriga
Manchas vermelhas na pele, parecidas com picadas
Respiração rápida
Calafrios
Butantan detecta sublinhagens de covid em São Paulo e Ribeirão Preto
Amostra de XBB.1 já foi detectada em 35 paísesA Rede de Alerta das Variantes do SARS-CoV-2, coordenada pelo Instituto Butantan, detectou a presença, pela primeira vez no Brasil, de duas novas sublinhagens da cepa Ômicron, do vírus causador da covid-19: a XBB.1 e a CK.2.1.1. O anúncio foi feito hoje (17). Elas foram encontradas em exames realizados entre 16 de outubro e 5 de novembro nas cidades de São Paulo e Ribeirão Preto.

Segundo o Butantan, a amostra de XBB.1 já foi detectada em 35 países. O instituto ressalta que, de acordo com Organização Mundial da Saúde (OMS), há evidências preliminares que sugerem que ela pode trazer um risco maior de reinfecção, comparada a outras sublinhagens da Ômicron. Já a amostra de CK.2.1.1 só foi identificada na Alemanha, Estados Unidos, Dinamarca, Espanha e Áustria.
Para o especialista da Rede de Vigilância Genômica do Instituto Butantan, Alex Ranieri, ainda é cedo para dizer se as novas variantes representam um perigo à população ou são mais resistentes às vacinas.
“Não há dados sobre casos graves ou escape imune [capacidade de escapar dos anticorpos criados pelas infecções anteriores] relatados. É provável que as mutações adicionais tenham acarretado alguma vantagem de transmissão e escape imune em relação a outras sublinhagens de Ômicron, mas isso necessita ser investigado”, explicou.











