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Câmara aprova em primeiro turno por 379 votos a 131 o texto-base da reforma da Previdência

Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (10) em primeiro turno, por 379 votos a 131, o texto-base da proposta de emenda à Constituição (PEC) de reforma da Previdência, que altera as regras de aposentadoria.

Para concluir a votação, os parlamentares ainda precisam analisar emendas e destaques apresentados pelos partidos para tentar alterar pontos específicos da proposta.

Considerada uma das principais apostas da equipe econômica para sanear as contas públicas, a proposta de reforma da Previdência estabelece, entre outros pontos:

  • imposição de idade mínima para os trabalhadores se aposentarem: 65 anos para homens e 62 anos para mulheres;
  • tempo mínimo de contribuição previdenciária passará a ser de 15 anos para as mulheres e 20 anos para os homens;
  • regras de transição para quem já está no mercado de trabalho.

Após a aprovação do texto-base, os deputados votaram um único destaque, rejeitado. Em seguida, o presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) encerrou a sessão, que será retomada na manhã desta quinta (11).

O destaque rejeitado pretendia mudar as regras previstas para professores na reforma. Apresentado pelo PL, propunha para professores da rede pública de ensino a aposentadoria com 55 anos de idade e 30 de contribuição para homens, e com 50 anos de idade e 25 anos de contribuição para mulheres.

A mudança foi rejeitada, mesmo com maioria de votos favoráveis ao destaque. O placar foi de 265 votos a favor e 184 contra. Mas, por se tratar de PEC, eram necessários pelo menos 308 votos para a aprovação.

O resultado da votação do texto-base desta quarta superou as expectativas dos próprios governistas. Até domingo (7), o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, estimava que a proposta receberia cerca de 330 votos.

Contribuíram para o resultado os votos de deputados de partidos de oposição, como PSB e PDT, que tinham fechado questão contra a reforma da Previdência. No PSB, dos 32 deputados da bancada, 11 votaram a favor da reforma. No PDT, oito dos 27 deputados votaram pela aprovação do texto.

Obstrução

Antes de conseguir aprovar o texto-base, os deputados favoráveis à reforma tiveram que analisar no plenário requerimentos regimentais de obstrução apresentados pelos partidos contrários às mudanças nas regras previdenciárias.

O objetivo dos oposicionistas com o uso do chamado “kit obstrução” era atrasar o máximo possível a votação. Porém, todos os requerimentos de obstrução foram rejeitados pela maioria dos deputados ao longo desta quarta-feira.

Por um placar de 334 votos a 29, os defensores da reforma derrubaram um pedido do PSOL que solicitava a retirada de pauta da proposta. Com a rejeição, ficaram prejudicados outros requerimentos que pediam o adiamento da votação.

A oposição fez outra tentativa para atrasar os trabalhos ao pedir que o texto fosse analisado de forma fatiada, votando cada artigo separadamente.

Para contornar a situação, deputados favoráveis à PEC da Previdência usaram uma manobra regimental e apresentaram seis requerimentos que tratavam de procedimentos de votação.

Nessa situação, quando há mais de cinco pedidos no mesmo sentido, o regimento interno da Câmara determina que o presidente da Casa consulte o plenário sobre o procedimento em uma única votação. O plenário acabou rejeitando a votação parcelada por 299 votos a 43, e duas abstenções.

Embates no plenário

Durante a sessão, parlamentares pró-reforma e oposicionistas travaram uma série de embates sobre as mudanças nas regras previdenciárias.

Parlamentares da oposição afirmaram que a economia prevista com a reforma é injusta e feita em cima dos que ganham menos.

Eles também criticaram a liberação de emendas parlamentares por parte do governo, dizendo que isso faz parte da negociação de votos a favor das mudanças nas regras previdenciárias.

“O governo teve seis meses para tentar convencer o Congresso, o povo brasileiro de que essa reforma combateria privilégios e seria boa para a economia, mas só conseguiu convencer parte dos parlamentares liberando R$ 40 milhões extras em emendas para acabar com a vida do povo trabalhador”, disse deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP).

Parlamentares pró-reforma, por outro lado, repetiram que o texto combate privilégios e que é necessário para cobrir o rombo da Previdência. Eles também refutaram as falas de que a liberação de emendas foi feita em troca de votos.

“Estão aqui parlamentares pensando no Brasil e nas próximas gerações, em detrimento de uma minoria que será derrotada, que só pensa no populismo, em se dar bem, em manter privilégios para corporações e nas eleições do ano que vem”, disse o líder do Cidadania, Daniel Coelho (PE).

“Por que esta reforma vai passar hoje? A esquerda diz que é porque o governo comprou a todos nós. […]. O governo Bolsonaro acelerou o pagamento de emendas de parlamentares ao orçamento da União nos últimos meses. Em maio, foram quase R$ 600 milhões. O partido que mais se beneficiou não foi o PSL. Foi o PT. A bancada do PT foi a que mais recebeu recursos. Sabe quanto? 69 milhões. Será que Bolsonaro está querendo comprar o PT? Não. Porque Bolsonaro não compra ninguém, e muito menos compraria quem quebrou esta nação, quem quebrou o Brasil”, disse o líder do PSC, Otoni de Paula (RJ).

Cartazes e bandeiras

Além dos embates verbais, os parlamentares protagonizaram um confronto visual no plenário, com cartazes, camisas e bandeiras.

Deputados do PDT, por exemplo, subiram à tribuna com cartazes com os dizeres: “Eu não voto contra professoras (es)”. Integrantes do PCdoB usaram camisas com a inscrição: “Não à reforma”; e cartazes com a frase “Reforma injusta”. Parlamentares do PT, do PSOL e do PSB utilizaram recursos visuais semelhantes.

Deputados governistas empunharam bandeirinhas do Brasil e cartazes que diziam que as “únicas reformas que o PT apoiou” foram as do tríplex do Guarujá (SP) e do sítio de Atibaia, em uma referência a processos e acusações que pesam contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Lágrimas de Maia

Em um momento da sessão, antes da votação do texto-base, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), chorou.

O deputado foi às lágrimas quando o líder do PSL, delegado Waldir (GO), pediu aos apoiadores da reforma uma salva de palmas a Maia por seu empenho e condução na análise da PEC.

Vários deputados presentes ao plenário atenderam ao pedido e prestaram a homenagem ao deputado do DEM.

Antes do anúncio do resultado, Rodrigo Maia deixou a mesa e foi à tribuna para discursar. Ele fez a defesa da reforma.

“Nosso sistema previdenciário coloca o Brasil numa realidade muito dura. Para cada um idoso abaixo da linha de pobreza, nós temos cinco crianças, e essas reformas vêm no intuito de reduzir as desigualdades e esse, eu tenho certeza, que é o objetivo de todos os deputados presentes que votaram a favor e os que votaram contra”, declarou.

Ele também agradeceu aos líderes partidários. “Nós só chegamos aqui por isso, porque muitas vezes os nossos líderes são desrespeitados, às vezes na imprensa, criticados de forma equivocada, mas são esses líderes que estão fazendo as mudanças no Brasil, junto com deputados e junto com as deputadas”, disse.

Emendas e destaques

Entre as emendas que serão apreciadas pelos deputados há uma que flexibiliza as regras de aposentadoria para uma série de carreiras policiais. A emenda, que obteve o apoio do PSL – partido do presidente Jair Bolsonaro – foi apresentada pela bancada do Podemos.

A proposta que será analisada pela Câmara – que atende a pedido do próprio presidente da República – cria uma nova regra para a aposentadoria de policiais federais, rodoviários federais, ferroviários federais, legislativos e policiais civis do Distrito Federal, além de agentes penitenciários e socioeducativos.

Há também na lista de destaques uma proposta apoiada pela bancada feminina da Câmara que pede alterações no cálculo do valor da aposentadoria das trabalhadoras do sexo feminino. O texto prevê que as mulheres possam se aposentar com 15 anos de contribuição recebendo 60% do valor do benefício integral.

Outro destaque que será apreciado pelo plenário, de autoria da bancada do PL, propõe critérios diferentes dos que o governo sugeriu para a concessão de aposentadoria para professores que atuem no ensino público da União, dos estados e dos municípios.

Tramitação

Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição (PEC), é necessário que o texto da reforma da Previdência seja aprovado, em dois turnos, na Câmara e no Senado com votação qualificada, ou seja, com os votos de, pelo menos, 60% dos parlamentares de cada uma das casas legislativas. A expectativa é de que a votação em segundo turno ocorra ainda nesta semana.

Na Câmara, para o texto ir adiante, era preciso que, no mínimo, 308 dos 513 deputados votassem a favor da PEC. Ao final da análise dos destaques, a Casa terá que analisar novamente o texto, para que, enfim, possa ser submetido à apreciação dos senadores.

O Senado começará a analisar a reforma previdenciária no retorno do recesso parlamentar de julho, que terá início no dia 18.

Manifestantes

Enquanto os deputados discutiam na tarde desta quarta a proposta de reforma da Previdência, um grupo de manifestantes protestava contra a PEC do lado de fora do prédio do Legislativo. Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal, 300 pessoas participaram do protesto.

Logo no início da manifestação, foi registrado um princípio de tumulto, que foi contido por policiais legislativos. Após o incidente, policiais militares e legislativos bloquearam o acesso ao Anexo II da Câmara, uma das principais portas de entrada do prédio da Casa.

Com as portas cerradas, PMs formaram uma barreira humana na entrada do prédio. A confusão aumentou quando policiais legislativos usaram spray de pimenta para conter o grupo que protestava contra a reforma previdenciária.

Mesmo com a barreira policial, os manifestantes continuaram o ato do lado de fora. Em nota, a Câmara dos Deputados informou que “devido a uma tentativa de invasão, a portaria do edifício do Anexo II da Câmara dos Deputados foi fechada”.

Fonte:. G1

LUTO NO JORNALISMO-MORRE PAULO HENRIQUE AMORIM

O jornalista Paulo Henrique Amorim morreu aos 77 anos. A informação é da RecordTV,  Segundo o R7, site do grupo, ele sofreu um infarto fulminante em casa, no Rio de Janeiro

Mirante: Wagner Ramos, ex-prefeitos e vereadores da maioria da câmara se reúnem em prol do projeto da Passagem do Areião

No último sábado (06), o ex-secretário de saúde de Mirante – Wagner Ramos, juntamente com os ex-prefeitos – Ananias Ramos e Jil Lima, ex-vice prefeito – Biu e Emerson da Disemb, além da maioria dos vereadores da câmara, sendo o presidente Julimar, Tatá Nogueira, Bodozinho, Joelson Carneiro e Geraldo Lucas, se reuniram com o grupo “Amigos do Areião”.

Na pauta da reunião estava o projeto da passagem do Rio de Contas, no Povoado do Areião, uma vez que a obra facilitará o escoamento da produção de maracujá que é cultivada na região, gerando vários empregos e aquecendo a economia local. Na reunião ficou definido uma importante doação para a obra que é de grande importância para a comunidade do Areião e municípios vizinhos.

O que está por trás das fake news contra a mesa diretora da Câmara de Vereadores de Itapetinga

Na manhã desta segunda-feira (08) tivemos na Câmara de vereadores para procurar informações a respeito destas supostas “denúncias” e descobrimos que a verdade é totalmente outra. O Chefe de Gabinete nomeado pela mesa diretora da casa, o senhor Marcos Fernando Pereira dos Santos, não está exercendo a função em virtude do mesmo ter sofrido um acidente automobilístico logo após a sua nomeação, estando afastado do cargo por esse motivo, segue abaixo documentos que comprovam a veracidade dos fatos.

Apesar da presidente ter recebido uma notificação do Ministério Público de uma denuncia anônima sobre assessores da casa as quais são inverídicas, Naara Duarte disse: “toda mesa diretora está tranquila, pois desde que assumiu tem sempre zelado pela transparência e lisura  ao erário público”.

Indagamos a presidente da Câmara de vereadores quais medidas que serão tomadas por parte da mesa diretora a respeito de tais denúncias e a mesma nos respondeu que providências judiciais cabíveis já estão sendo tomadas para saber quem é ou quem são os autores destas fake news.

Qual o interesse em criar essas fake news e a quem pode interessar? Essa são perguntas que deixamos no ar, pois o autor ou os autores do “blog” se escondem no anonimato.

A mesa diretora da casa legislativa mostrou transparência ao responder todas as perguntas do Itapetinga da Gente além de nos fornecer provas de que o assessor Marco Fernando não está exercendo suas funções por motivo de saúde. É assim que uma imprensa responsável e comprometida com a verdade age.

   

Comissão aprova projeto que permite uso de aplicativos para mototáxi

Deputado José Medeiros, relator da proposta
A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 7376/17, que permite a utilização de aplicativos para intermediação do transporte remunerado privado individual de passageiros por meio de mototáxi.
O objetivo do autor da proposta, deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), é adequar a prestação desse tipo de serviço às recentes mudanças tecnológicas ocorrida no mercado do transporte de passageiros.
O parecer do relator, deputado José Medeiros (Pode-MT), foi favorável ao projeto. “A intermediação entre prestadores de serviço e usuários já vem sendo realizada por meio de aplicativos no serviço regular de táxi e no serviço prestado por empresas como a Uber, a Cabify e a 99POP”, disse. “Não há, portanto, motivos para que essa facilidade não seja também incorporada ao serviço de mototáxi”, completou.
O texto insere a medida na Lei 12.009/09, que regulamenta o exercício das atividades dos mototaxistas.
Tramitação
A proposta será analisada em caráter conclusivo pelas comissões de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
ÍNTEGRA DA PROPOSTA: PL-7376/2017
Fonte: Agência Câmara Notícias

Chuvas causa enchente de rio em Lençóis, Chapada Diamantina

 

Os moradores da cidade de Lençóis, na Chapada Diamantina, acordaram com as ruas invadidas pela água do rio que corta o município na madrugada do último domingo, 08/07..
Segundo os moradores a chuva aconteceu apenas durante a madrugada, e de forma tranquila, porém foi o suficiente para que o nível do rio subisse e causasse a enchente.
As imagens de um vídeo enviado a redação do BA mostra as águas do Rio bem acima do normal, com fortes correntezas. Até o momento não há relatos dos prejuízos causados pela enchente.
Bahia Acontece

Secretaria Municipal de Saúde diminui tempo de espera por cirurgias com mutirão

De acordo com a Diretora de Regulação e Auditoria, Janaína Barreto, durante todo o mês de julho, cerca de 153 procedimentos serão realizados. Entre érnia, vesícula e histerectomia, esta última se apresenta em maior número.

Nivaldo Bispo de Oliveira estava emocionado com a cirurgia da esposa Vandalez Soares Santos. O casal já estava buscando empréstimo para a realização da cirurgia de histerectomia, o que não foi necessário, já que, a senhora Vandalez foi operada pelo SUS, por meio do mutirão de Saúde. “Nós fomos atendidos muito bem no CDM e esse mutirão veio em boa hora, porque estávamos sem recursos para bancar esta cirurgia”, disse Nivaldo.

A Prefeitura de Itapetinga realizou esta parceria, com o objetivo de reduzir o tempo de espera pelas cirurgias. Desta forma, firma mais uma vez um dos compromissos desta atual gestão, proporcionar qualidade de vida aos itapetinguenses.

MUTIRÃO DE CIRURGIA FRUTO DA PARCERIA PREFEITURA DE ITAPETINGA E FUNDAÇÃO JOSÉ SILVEIRA COMEÇOU NESTA SEXTA-FEIRA…

Com o objetivo de reduzir a lista de espera por cirurgias, a Prefeitura de Itapetinga firmou parceria com Fundação José Silveira e outros municípios da micro região. Durante todo o mês de julho, mais de 150 procedimentos serão realizados por um mutirão que atenderá, além das demandas de Itapetinga, as enviadas por Caatiba, Firmino Alves, Maiquinique, Ibicuí, Itarantim, Itororó, Potiraguá e Nova Canaã.A8A3A5

Os municípios encaminharão pacientes já cadastrados no sistema de fila única que esperam por cirurgias como retirada de hérnias, vesículas, miomas e até mesmo histerectomia (retirada do útero).A9

Segundo o prefeito Rodrigo Hagge, “Itapetinga vem se consolidando, de fato, como polo da microrregião e, por isso, tem buscado formas de melhorar o serviço público para os seus munícipes e ampliar sua atuação em municípios vizinhos através de parcerias positivas”, afirmou o prefeito.

Na manhã de quinta-feira, 04, dez pacientes de Itapetinga passaram pela triagem do pré-operatório e checagem de documentos, retornaram à noite para internamento e na manhã de sexta-feira, 05, passaram pelo procedimento cirúrgico, sete mulheres e três homens.AA4

Os homens se submeteram a cirurgia de hérnias e as mulheres (histerectomia e vesícula). Ainda no pré-operatório os pacientes estavam animados, outros muito felizes, pois foram beneficiados com o mutirão de cirurgia.

“É com enorme satisfação que em parceria com a prefeitura municipal através do prefeito Rodrigo Hagge firmamos esse convênio para poder atender a população de Itapetinga e de toda região… Agradecemos a Deus pela oportunidade em nos capacitar para servir a nossa população junto com o nosso prefeito Rodrigo Hagge através da Secretaria Municipal de Saúde oferecendo uma saúde digna de qualidade para toda população”, pontuou Bárbara Matos (Coordenadora Geral da Fundação José Silveira).

De acordo com o gestor da Fundação José Silveira, Sr. Hernando Lemos, para realização do mutirão de sáude a instituição conta com  uma equipe multidisciplinar, fez um planejamento estratégico visando o bom funcionamento da unidade sem comprometer o atendimento, que paralelo ao mutirão, atenderá a demanda das cirurgias eletivas encaminhadas pelo CDM. Ouça a entrevista de Hernando Lemos clicando no play abaixo…

Janaína Barreto (Diretora de Regulação e Auditoria da Secretaria Municipal de Saúde) que esteve representando o secretário Danylo Patês que se encontra em Brasília participando do Congresso de Saúde, agradeceu a Fundação José Silveira nas pessoas da coordenadora geral Bárbara Matos e Hernando Lemos (Gestor da FJS) pela parceria com a prefeitura municipal de Itapetinga na execução do mutirão de cirurgias que estará acontecendo durante todo mês de julho, começando nesta sexta-feira, 05, com dez procedimentos cirúrgicos com pacientes do município…

Ouvimos os pacientes beneficiados nessa primeira etapa do mutirão, moradores de Itapetinga de diversos bairros (Nova Itapetinga, Primavera, Quintas do Morumbi, São Francisco de Assis, Neto Fernandes, Vila Rosa) que espontaneamente relataram o drama de conviver com a doença, falaram da oportunidade de terem sido beneficiados com o mutirão, a gratidão ao prefeito Rodrigo Hagge em firmar esse convênio com a Fundação José Silveira…

Começamos pelo Sr. Edvaldo Bispo de Oliveira, morador da Erite de Carvalho no Quintas do Morumbi, que bastante emocionado falou que já tinha orçado a cirurgia de sua esposa Vandalez Soares Santos (cirurgia de Histerctomia – retirada do útero) e não tinha condição financeira para custear. Disse ainda que o choro foi de emoção, pois o mutirão de cirurgia veio em boa hora, graças ao empenho do prefeito Rodrigo Hagge…A6

Fonte: Itapetinga na Mídia

Agenda Institucional: Fabrício Falcão e Jaques Wagner discutem ações para o Sudoeste Baiano

Fotos: Divulgação

Luciana Oliveira | Assessoria Parlamentar

O deputado estadual Jean Fabrício Falcão (PCdoB) se reuniu nesta semana com o ex-governador e agora senador, Jaques Wagner (PT-BA). A principal pauta da audiência foi a articulação de projetos para o sudoeste da Bahia. “Discutimos ações importantes que já estão praticamente concluídas ou em andamento, como é o caso do Aeroporto Glauber Rocha, da Policlínica Regional e da barragem do Catolé. E também iniciamos a discussão sobre novas ações, sobretudo nas áreas da geração de emprego, educação, saúde e segurança. Tenho certeza que teremos bons projetos para nossa região”, avaliou Falcão.

A situação atual do Brasil também foi tema do encontro. “Jaques Wagner é uma das pessoas que mais admiro no mundo da política. Como eu, o senador também avalia que o país vive um dos momentos mais críticos da nossa história recente. Se o quadro é grave, não vemos saída para os problemas diante de um presidente da República inerte. São quase 14 milhões de brasileiros desempregados e não temos notícia de uma ação sequer do governo federal para resolver esse problema gravíssimo. Mas não podemos perder a esperança. Vamos continuar lutando pela nossa democracia, pelo Brasil”, afirmou o deputado.

Advogado explica efeitos da minerreforma nas eleições 2020: ‘Usaram os vereadores como bucha de canhão’

Advogado explica efeitos da minerreforma nas eleições 2020: 'Usaram os vereadores como bucha de canhão'

Foto: Orisa Gomes/ Acorda Cidade l Advogado Allah Góes

Embora as próximas eleições sejam ainda em outubro de 2020, as articulações políticas começam bem antes. Para esclarecer aos eleitores e futuros candidatos sobre as mudanças aprovadas na minirreforma eleitoral, o Acorda Cidade ouviu o advogado municipalista, mestre em Ciência Política, especialista em Direito Eleitoral, Constitucional e Administrativo, Allah Góes. A principal mudança, segundo o advogado, é o fim das coligações na proporcional. Ele avalia que o vereadores são o teste para as mudanças, usados como “bucha de canhão”, para posteriormente, se der certo, aplicá-las também nas eleições para deputado.

Leia a entrevista na íntegra:

Allah Góes – Vamos ter eleições ano que vem e, por incrível que pareça, os partidos políticos dos diretórios municipais ainda não se organizaram. Está todo mundo voando com a legislação. E eu digo que até por culpa da legislação. Teve uma alteração dia 17 de maio, porque antes existia uma obrigatoriedade de que todas as comissões provisórias dos partidos fossem transformadas em diretório. Estava todo mundo correndo para ajustar, porque se você não fizesse isso, não iria receber dinheiro do fundo eleitoral e do fundo partidário. Hoje só faz uma eleição através de dinheiro, porque não pode mais doação de empresa, só pessoas físicas e mesmo assim em um limite de 10% daquilo que você declarou no imposto de renda do ano anterior. Então, você ia ficar limitado apenas a isso. Só que o nosso presidente (Jair Bolsonaro) promulgou a lei do dia 17 de maio alterando isso e possibilitando que não tenha mais a obrigação de ter que transformar suas comissões provisórias em diretório. Foi uma coisa que deu um certo alívio. O ruim é que aqueles que se prepararam, que correram para poder deixar o partido redondinho não têm mais o porquê em relação a isso. Mas foi bom para a democracia como um todo, porque grande parte dos partidos, das comissões provisórias, parece que ainda cerca de 80% das agremiações são de comissões provisórias ia ser um corre-corre, porque ia ter até o dia 29 de junho passado para organizar isso.

Acorda Cidade – Quais são as principais mudanças dessa minirreforma política?

Allah Góes – A principal delas é o fim das coligações na proporcional. Não vai mais ter coligação para vereador. Cada partido vai ter que sair sozinho, para poder montar o seu grupo de candidatos e atentar se eleger. Um detalhe que muita gente está erroneamente achando é que agora os mais votados serão eleitos, mas não é assim. Acabaram as coligações, mas a questão do cociente eleitoral continua valendo. Cociente eleitoral é pegar a quantidade de votos válidos e dividir pelo número de cadeiras colocadas em disputa. Aqui em Feira de Santana são 21 vereadores, então vai ver quantos votos apurou na eleição e dividir por 21, aí vai ter o cociente eleitoral. Vamos imaginar, o cociente eleitoral vai dar uns 10 mil votos. A cada 10 mil votos faz um vereador. Se o partido político não atingir esses 10 mil votos, não leva ninguém. Não tem mais aquela história de que vai ter as maiores sobras. As maiores sobras vão se aplicar na segunda rodada, terceira rodada, se o partido fizer o cociente eleitoral. Se você não atingir o cociente eleitoral, esqueça, você está fora. Aí acaba com aquela história. Em toda eleição a gente vê: quem não tem mandato não quer ir para partido que tem vereador, porque acha que vai servir de “mulinha”, ganhar votos para o outro e não conseguir nada. Mas hoje pode acontecer de juntar um bocado de pequenininho, gente com número razoável de votos e acabar não fazendo ninguém, porque não atingiu o cociente eleitoral. Então, o pré-candidato deve ter muito cuidado na hora de escolher um partido político. Mudou a regra do jogo. Pode ser que altere até o dia da eleição, como aconteceu a questão das comissões provisórias. Antes da promulgação da lei do dia 17 de maio, todo partido, todo diretório municipal, toda agremiação tinha transformado em diretório, mudou. Pela legislação, as regras da eleição tem que mudar um ano antes, então temos até o final de setembro para ter algum tipo de alteração com relação a isso. Hoje, a regra é essa, está posta. Acabaram-se as coligações na proporcional, que acabou para vereador e você tem que atingir o cociente eleitoral para fazer um e participar das outras rodadas com as maiores sobras ou menores.

Acorda Cidade – Mas pode juntar meia dúzia de partidos? Isso Continua?

Allah Góes – Não, é isso que acabou. Agora o partido sai sozinho. E o número de candidatos por partido também mudou. Antigamente, quando você se coligava, você poderia até dobrar o número de vagas. Aqui são 21 vereadores, então poderia ir para até 42 candidatos, se coligasse. Hoje mudou. Se fosse sair sozinho antigamente era 150%. O número mais metade, o que seria 32 vagas aqui em Feira de Santana. Agora mudou. A regra é em municípios com mais de 100 mil eleitores, como é o caso de Feira de Santana. Vai para regra de metade mais um. Em Feira de Santana, cada partido vai sair com 32 candidatos. Em municípios com menos de 100 mil eleitores, a exemplo de Riachão do Jacuípe, onde são 13 vereadores, cada partido tem que ter 26 candidatos. E tem que respeitar 30% de vagas para as mulheres. É aquela história dos cuidados. Hoje os partidos têm que procurar mulheres interessadas, porque apesar das mulheres serem maioria, elas estão um pouco desinteressadas pela política. O partido em Feira de Santana pode apresentar até 32 candidatos, só que deles 30% têm que ser reservado para as mulheres. Se o partido não atingir 32 candidatos e colocar menos, vai diminuir proporcionalmente a quantidade de mulheres que vai colocar.

Acorda Cidade – O laranjal em Minas tem a ver com isso?

Allah Góes – O laranjal é aquela história. Você tem hoje uma certa dificuldade com relação a questão de encontrar mulher viável do ponto de vista eleitoral e você recebe o dinheiro do fundo, porque a eleição mudou e agora o financiamento é basicamente público e o privado só de pessoa física com limite de até 10%, que é uma besteira que vai ter para poder estar colocando. Então, como o grosso é do dinheiro público, você recebe de acordo com o tamanho do seu partido, vai receber um determinado valor e dentro desse valor quem determina para qual candidatura vai o dinheiro é o dirigente partidário. Ele vai olhar e dizer: fulano vai ter muito voto, então vai colocar mais dinheiro para ele. Desse recurso, 30% obrigatoriamente deve ser gasto com mulher. Teve mulher com R$ 1 milhão direcionado para a candidatura, só que a mulher teve 200 ou 300 votos, então não justifica. Na verdade o que ele fez? Apenas colocou no papel que o dinheiro era para ela, mas de fato não foi. Aí o Ministério Público eleitoral está vendo o volume de campanhas para olhar se houve gastos que justifique.

Acorda Cidade – Vai ser uma confusão para formar chapa de vereador?

Allah Góes – Vai. E outra coisa é essa questão do financiamento público. Existe uma coisinha que vai ser aplicada nessa eleição com base na passada que é a cláusula de eficiência ou cláusula de barreira. 14 partidos na última eleição não atingiram isso. Tem que ter 1,5% de votos no Brasil inteiro, sendo que pelo menos em 9 estados tenha tido 1% de votos. Partidos grandes e importantes, tipo PCdoB, por exemplo, não atingiram. O PCdoB já fundiu com o PPL e já resolveu esse problema. Hoje ele vai receber dinheiro do fundo partidário, eleitoral e vai ter tempo de televisão. Mas existe uma série de outros partidos que não vão receber, se eles não se fundirem, se não ajeitarem para poder ter essa quantidade de votos, eles não vão receber tempo de televisão nem dinheiro do fundo partidário.

Acorda Cidade – O partido que não conseguiu junta com o que conseguiu e está tudo lindo?

Allah Góes – Está tudo lindo. Agora tem prazo para que isso venha a acontecer. Se ele não obedecer dentro do prazo legal, ele até vai poder disputar a eleição, só que não vai receber dinheiro público e não vai ter tempo de televisão. Se você for candidato em um partido desse, a chance de não conseguir chegar lá é grande.

Acorda Cidade – Como saber se vai estar eleito ou não, no cociente eleitoral?

Allah Góes – O cociente só se fecha depois da eleição. A primeira coisa é ver quantos votos válidos se teve, aí vai ter o cociente eleitoral. Daí vai tirar número de votos por partido, para ver se o partido atingiu o cociente eleitoral e o candidato vai participar das rodadas para ver quantos vereadores do partido vão ser eleitos. A questão é essa: o candidato a vereador vai ter que ficar atento, ir a sede do partido ou se dirigir ao local onde está sendo realizada a apuração, fazer a verificação e acompanhamento e sofrer, porque o que faz um candidato no dia da eleição é isso. (Risos)

Acorda Cidade – Para prefeito a coligação continua, não é?

Allah Góes – Continua. Aí não vai ter problema algum. Vai juntar quantos partidos forem. Só que a tendência que a gente está vendo é que vão ter poucos partidos. Com essa história de fim de coligação, não é mais interessante ter vários partidos. Você vai observar aqueles partidos que atingiram a cláusula de eficiência, de barreira, tempo de televisão, porque muita gente diz: “Ah, mas Bolsonaro não teve tempo de televisão!” Só que aquilo foi um caso, não vai ser regra. Então, antes fazer uma coisa direito do que arriscar. É bom procurar um partido que tem tempo de televisão, que esteja organizado nas suas finanças, nas suas contas, que tenha gente com condições de puxar votos, para atingir o cociente eleitoral, porque senão vai ser aquela história, nadar, nadar e morrer na praia. Já pensou, fazer campanha hoje só com os 10% de doação de pessoa física? Pode acontecer, como aconteceu também no passado. Teve muita gente que colocou para esquentar dinheiro, gente que recebia Bolsa família, que recebia doação que não sabia o que era e hoje pode acontecer de ganhar e não levar ou ficar com uma grande dor de cabeça e desperdiçar os quatro anos do mandato se defendendo na justiça. Tem que ter cuidado.

Acorda Cidade – Se candidato tiver um alto número de votos, mas o partido não conseguir o cociente eleitoral, esse candidato concorre as vagas de sobra?

Allah Góes – Só vai se o partido atingir o cociente eleitoral, aí começam as rodadas. Quem já participou de campanha sabe disso, que vão vir as maiores sobras e o candidato vai entrando até preencher as 21 vagas. Se não atingir o cociente eleitoral, pela regra atual, mesmo com uma sobra grande, não se elege. Então é preciso cuidado na hora de escolher um partido

Acorda Cidade – As urnas são realmente confiáveis?

Allah Góes – Todo ano o TSE lança um desafio aos hakers para poder ver se invadem o sistema e até agora ninguém conseguiu. O sistema é fechado. Pega a Urna eletrônica e antes de começar os trabalhos, é transmitido um boletim de urna, que vai comprovar que todos os candidatos estão zerados e depois é emitido outro boletim de urna, quando se encerram os trabalhos, que é entregue a cada um dos representantes partidários para poder somar e ver se está batendo com o número geral de votos. O sistema é muito a prova de falhas.

Acorda Cidade – Não seria importante uma reforma política mais ampla?

Allah Góes – Com certeza. Me perdoe até a palavra chula, mas usaram os vereadores como “bucha de canhão” para poder fazer um experimento. Se funcionar, vão colocar para deputado, se não funcionar, serviu para vereador, porque essa questão de acabar com as coligações e não permitir a questão dos mais votados vai ser um “samba do criolo doido nessa eleição. Gente vai ficar perdida, mesmo com muito voto não vai conseguir chegar. O “efeito Tiririca”, o deputado que acabou puxando um bocado de gente, que eles queriam acabar, vai continuar. Vai precisar ter um puxador de voto no partido, para poder eleger dois, três, quatro, com pouco voto, porque vai continuar a mesma coisa. Agora, o que se tem que fazer para que se altere e se baratei uma campanha, porque essa não vai ser barata – somos nós através dos nossos impostos que vamos estar bancando o fundo eleitoral e partidário, que vão ser usados nas eleições e vai ser menos dinheiro para se aplicar nos municípios, porque o dinheiro vai para campanha – é fazer uma reforma profunda mesmo, com voto distrital no seu modelo misto ou puro, o que barateia a eleição e aproxima o eleitor do eleito. Uma eleição com voto distrital você pode fazer de porta em porta.

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