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 A semana começou com 3.665 pessoas ainda lutando contra a Covid-19 no Estado.
Aos poucos, o Estado está conseguindo se refazer da nova onda de infecções e óbitos pelo novo coronavírus vista em fevereiro, impulsionada principalmente pelos festejos de Ano Novo e o avanço da variante Omicron. O último boletim da Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) mostrou uma forte queda nos indicadores da pandemia, especialmente no número de casos ativos e na ocupação dos leitos de UTI adulto. A semana começou com 3.665 pessoas ainda lutando contra a Covid-19 no Estado. Para se ter noção da melhora na Bahia, no dia 07 de fevereiro eram 30.422 pacientes ativos.
O Laboratório Central da Bahia (Lacen-BA) também viu progresso no número de exames positivo, considerando a melhora ‘consistente’. Se, no começo do mês passado os baianos viram caixas térmicas carregadas de testes que excediam a capacidade diária de análise do Lacen, nos últimos dias a positividade caiu, e muito. De acordo com o centro estadual de análises, de cada cem testes avaliados, oito dão positivo. Duas semanas atrás, eram 49 confirmações. Arabela Leal, diretora do laboratório, continua cautelosa, e afirmou continuar de olho nos números.
“Isso nos dá tranquilidade, mas também nos alerta para ver o que pode estar passando. Nós passamos por esses números no final de 2021, com oito semanas abaixo de 10% de positividade, e depois vimos aquele aumento no começo de 2022”, pontuou Leal, frisando que os números podem voltar a aumentar já que muitos municípios suspenderam as atividades no período correspondente ao Carnaval. Ainda assim, a redução dos testes positivos surtiu efeito na ocupação dos leitos de UTI. Hoje, 182 das 585 camas exclusivas para atender adultos casos mais graves da Covid estão ocupadas na Bahia (31%). Na capital, Salvador, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) registrou 34% de ocupação.
Contudo, o espalhamento da Covid em crianças ainda chama a atenção, com níveis altos de hospitalização. Na Bahia, a ocupação era de 86% até ontem, e em Salvador apenas dois dos trinta leitos de UTI pediátrica estão disponíveis (93%). Assim, com as crianças ainda muito vulneráveis com apenas uma dose da vacina, estão descartadas medidas de flexibilização mais intensas vistas em outros estados, como a desobrigação do uso das máscaras em ambientes fechados. “Nós não temos (essa possibilidade) no horizonte, achamos precipitada essa decisão. Em novembro, muitos Estados anunciaram a retirada de máscaras e tiveram que voltar atrás. Esse vai e vem fica péssimo, nós vamos com cautela”, disse o governador Rui Costa.
Vacinação: A Bahia conseguiu vacinar 11,4 milhões de baianos acima dos 12 anos com a primeira dose, representando 89,77% do público-alvo. Já são 10,4 milhões de vacinados com duas doses (81,9% de cobertura). Entretanto, o Estado ainda está a passos lentos na dose de reforço, que consegue proteger mais da Omicron e de outras variantes mais contagiosas. Dos 11 milhões de cidadãos acima dos 18 anos já habilitados, apenas 3,9 milhões compareceram aos postos de saúde para receber o complemento vacinal (35,57% de cobertura). 632.874 crianças entre 5 e 11 anos já foram vacinadas com a primeira dose, representando 42,85% da população nessa faixa.
Em Salvador, a SMS informou que atingiu 96% do público-alvo de 2,28 milhões de moradores a partir dos 12 anos com a primeira dose, 91% com a segunda dose ou dose única, e 50% com a dose de reforço. Das crianças entre 5 e 11 anos da cidade, 119.940 já tomaram pelo menos uma dose. 120.527 vacinas de segunda dose estão paradas nos postos, sendo o maior número de faltosos na CoronaVac, com 71.619 doses. Oxford tem 25.380 doses não aplicadas, e 23.528 pessoas não apareceram para receber a Pfizer