Secretário encontrou centro de saúde fechado
Brasil: Flagrados dormindo em UPA, médicos são demitidos

Atendimento. Secretário de Saúde (de branco) acompanhou reabertura da UPA após sua chegada

Vinte e dois funcionários da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Parque Beira-Mar, em Duque de Caxias, Rio de Janeiro, foram demitidos pelo prefeito da cidade, Washington Reis, nesta quarta-feira (2), após o s secretário de Saúde, José Carlos de Oliveira, ir ao local de madrugada, de surpresa, e encontrar médicos e enfermeiros dormindo. Segundo o jornal “O Dia”, entre os demitidos estão três médicos, dois enfermeiros, 12 técnicos de saúde e dois seguranças.

Denúncia

Em entrevista à TV Globo, Oliveira contou que recebeu uma denúncia anônima informando que o local, que deveria funcionar 24 horas, estava fechado. Ele foi até o centro de saúde, por volta das 3h, e encontrou portas trancadas e luzes apagadas. Na porta da instituição, havia uma família, que buscava atendimento para uma adolescente que é deficiente. “Uma paciente neuropata (com doença no sistema nervoso) estava aqui fora aguardando. Pedi desculpas aos pais dela, como secretário de Saúde. Entrei e estava tudo escuro. Me exaltei um pouco com eles, mandei abrir a UPA e ela está aqui atendida, está internada. Uma paciente classificada como vermelho não poderia ficar aqui fora esperando”, revelou Oliveira, em entrevista à RecordTV.

Imagens das câmeras de segurança divulgadas pela Secretaria de Saúde mostraram o exterior da UPA às escuras e nenhuma movimentação dos funcionários na parte interna até a chegada de Oliveira.

Ao portal G1, o secretário revelou que, na verdade, já havia ido ao centro de saúde na noite desta terça-feira (1). “Estive aqui umas 23h e estava tudo normal”, disse. Mas, ao voltar horas depois, a situação encontrada foi diferente. “A Sala Vermelha estava com o trinco fechado. Tinha um vigia. Dei uns gritos, e começou a aparecer gente de todo lado”, revelou. “As três médicas de plantão estavam dormindo. Resolvi tomar uma atitude de secretário: todos estão demitidos. Tenho testemunhas de que não tinha ninguém trabalhando lá atrás”, disse.

Uma das médicas que estava dentro da instituição disse à TV Globo, por sua vez, que funcionários receberam ordem da chefe do plantão para só atender a casos graves.

Após realizarem atendimento médico à adolescente que aguardava, todos os funcionários foram levados para uma delegacia para prestar depoimento. Segundo o secretário, eles vão responder por omissão de socorro. Ao jornal “O Dia”, ele ainda revelou que pretende fazer novas inspeções do tipo: “Que fique de lição e vamos fazer isso novamente e, sempre que encontrarmos isso, serão exonerados”, disse.

FONTE: otempo

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