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Moradores emitem Nota de Repúdio à Zé Cocá, prefeito de Jequié

Após a afirmação do prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), atribuindo às ações de delitos no município, à detentos que cumprem pena no Presídio de Jequié, e que utilizam familiares, moradores dos residenciais próximos ao Presídio, para organizar ações criminosas no município, os moradores os residenciais manifestaram seu repúdio às colocações do prefeito, afirmadas em entrevista concedida ao Site Política Livre. Eis a nota na íntegra:
Prezado prefeito Zé Cocá,
Viemos por meio desta carta de Repúdio expressar nosso mais profundo repúdio às suas declarações recentes, nas quais associou de forma equivocada os residenciais a atividades criminosas e ao sistema prisional. Suas palavras, carregadas de estereótipos e preconceitos, são extremamente irresponsáveis e injustas.
Ao afirmar que os criminosos utilizam os residenciais como base para organizar ações através de contatos estabelecidos com familiares, o senhor generaliza e coloca sob suspeita toda uma comunidade de pessoas de bem, trabalhadoras e honestas que vivem nesses espaços. É inaceitável que se faça tal associação sem qualquer embasamento concreto.
Além disso, ao propor a instalação de bloqueadores de sinal de celular no presídio como solução para esse problema, o senhor demonstra uma visão simplista e superficial da questão da segurança pública. Medidas efetivas devem ser baseadas em políticas abrangentes, que envolvam não apenas a repressão, mas também a prevenção, a educação e a inclusão social.
É importante ressaltar que residenciais são lares de famílias trabalhadoras, pessoas que lutam diariamente para construir um futuro melhor para si e seus filhos. Essas comunidades merecem respeito e apoio, não serem estigmatizadas por declarações irresponsáveis como as suas.
Espero sinceramente que o senhor reflita sobre suas palavras e reconheça o erro cometido. Como prefeito, é sua responsabilidade promover a união e o desenvolvimento de todas as comunidades de sua cidade, sem criar divisões e preconceitos infundados.
Peço que, daqui para frente, tenha mais cuidado com suas declarações públicas, buscando sempre o diálogo e a construção de soluções efetivas para os problemas enfrentados pela sociedade. Somente assim poderemos caminhar rumo a uma sociedade mais justa, inclusiva e livre de estigmas infundados.
Atenciosamente,
Todos os Moradores dos residenciais.
TCM aprova contas de 3 Prefeituras e multa gestores em R$ 8 mil na Bahia

Os conselheiros do TCM (Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia) recomendaram às Câmaras de Vereadores, a sessão de terça-feira, 22/08, a aprovação com ressalvas das contas de mais três Prefeituras baianas. Duas delas relativas ao exercício financeiro de 2020, e outra referente ao exercício de 2021. Os pareceres englobam tanto as contas de governo quanto as de gestão.
Foram analisadas e aprovadas as contas de 2020 das prefeituras dos municípios de Planalto e Retirolândia, de responsabilidade do ex-prefeito Edilson Duarte Cunha e do prefeito Alivanaldo Martins dos Santos, respectivamente. Do exercício de 2021, foram analisadas as contas da Prefeitura de Conceição da Feira, do município do Recôncavo baiano, de responsabilidade do prefeito João Pedro Labriola Cardozo.
O processo de Planalto entrou em pauta após pedido de vista do conselheiro Nelson Pellegrino. Ele havia solicitado mais tempo para avaliar o relatório e, na sessão desta terça-feira apresentou voto divergente do relator do processo, conselheiro Fernando Vita. Pellegrino, ao examinar nova documentação, considerou sanada a irregularidade relativa ao não pagamento de multas, apresentando assim voto pela aprovação com ressalvas das contas de Planalto. O voto divergente foi acompanhado pelos conselheiros Mário Negromonte, Ronaldo Sant’Anna e pela conselheira Aline Peixoto.
Após a aprovação com ressalvas das contas, os conselheiros apresentaram Deliberação de Imputação de Débito com multa no valor de R$1 mil (Planalto), R$2 mil (Retirolândia) e R$4 mil (Conceição da Feira) aos gestores, em razão das irregularidades formais contidas no relatório técnico.
Cabe recurso da decisão.
Fonte: Ascom TCM/BA
Bahia registra 443 casos de catapora até a Semana Epidemiológica 32

Em 2023, a Bahia registrou 443 casos de varicela (catapora). A incidência foi de 3 casos/100.000 habitantes, com a maior taxa em crianças menores de 1 ano, atingindo 16,19 casos/100.000 hab. As faixas etárias de 1 a 4 anos e 10 a 14 anos tiveram 81 casos/100.000 hab. cada. Os dados foram contabilizados até a Semana Epidemiológica 32. Além disso, 7 casos de catapora foram reportados em gestantes ao longo dos trimestres de gestação e 2 casos em gestantes com idade gestacional ignorada.
Devido ao crescimento dos casos, o Conselho Estadual de Saúde da Bahia (CES-BA) atribuiu a alta a baixa cobertura vacinal como a principal causa. Segundo a CES-BA, a cobertura vacinal no estado até maio alcançou cobertura de 49,88% da varicela monovalente, abaixo da meta preconizada para controle da doença (?95%), conforme o Tabnet/Datasus.
A infectologista Larissa Tiberto apresenta que a catapora é uma doença viral, altamente contagiosa, causada pela varicela-zoster. A doença se manifesta frequentemente em crianças, em qualquer época do ano, principalmente no final do inverno e início da primavera.
“A vacina tetra viral, que protege contra sarampo, caxumba, rubéola e catapora, foi introduzida pelo Ministério da Saúde na rotina de vacinação de crianças entre 15 meses e 2 anos de idade que já tenham sido vacinadas com a primeira dose da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola)”, explica.
Fonte: Brasil 61
Revoltante: Mãe tenta jogar filho de 7 anos pela janela

Na noite da última terça-feira (22), uma guarnição da Companhia de Emprego Tático Operacional (Ceto) do 24º Batalhão de Polícia Militar (BPM) foi acionada para atender à uma ocorrência grave na Rua H, localizada no bairro Brisas IV, em Brumado. Uma mãe foi acusada de tentar jogar o próprio filho, de 7 anos de idade, levantando assim suspeita de maus tratos, agressão e lesão corporal.
De acordo com informações do 24º BPM, por volta das 20h, o Centro Integrado de Comunicação (Cicom) relatou a denúncia de maus tratos, aos denúncia dos vizinhos. Segundo relatos de moradores do bairro, a mãe teria tentado arremessar uma das crianças do primeiro andar da residência.
Diante da situação, a guarnição abordou contato com os suspeitos dos maus tratos, que autorizaram a entrada na residência. Durante a busca, foi evidenciada a condição de vulnerabilidade social em que as crianças viviam. O ambiente apresentava condições insalubres e, na sala, foi encontrado um sofá com uma faca e uma trouxa de maconha em um centro.
Adicionalmente, foi observado que uma das crianças apresentava um hematoma no pescoço. Questionada a respeito, a mãe alegou que a lesão foi causada pelo padrasto da criança. Em decorrência disso, a Polícia Militar acionou o Conselho Tutelar, que prontamente compareceu ao local para prestar o apoio necessário às crianças.
A mãe e o padrasto das crianças foram conduzidos à Delegacia Territorial de Brumado para que medidas legais fossem tomadas.
Pistola, revólver, coletes balísticos e R$ 4,8 mil são apreendidos em Santo Amaro

Pistola, revólver, coletes balísticos e R$ 4,8 mil foram apreendidos na terça-feira (22), na cidade de Santo Amaro. Equipes da Rondesp Recôncavo, da Cipe Litoral Norte e da 20ª CIPM deflagraram a Operação Aila, contra uma facção envolvida com homicídios e tráfico de drogas.
Os PMs realizavam incursões no bairro da Candolândia, quando encontraram 10 suspeitos. Na aproximação, integrantes do grupo atiraram contra os militares e correram. Após confronto, dois homens foram encontrados feridos. Eles chegaram a ser socorridos, mas não resistiram.
Com a dupla os PMs apreenderam uma pistola calibre 40, um revólver calibre 38, quatro coletes balísticos, R$ 4,8 mil em espécie, munições, carregadores, porções de maconha, cocaína e crack, celulares, entre outros itens.
Os materiais foram apresentados na Delegacia Territorial (DT) de Santo Amaro.
Nude e convite sexual: veja mensagens que professor da UEPG demitido por assédio mandou para aluna

Mensagens salvas por uma aluna assediada sexualmente por um professor da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), no Paraná, mostram o teor da abordagem feita pelo docente à estudante. Pelo WhatsApp, ele chegou a fazer convites sexuais e a pedir para que ela visse um “nude” dele.
O professor Luciano Ribeiro Bueno, do Departamento de Economia da universidade, acabou demitido após um processo disciplinar aberto pela instituição. Ele também responde criminalmente pelos atos e chegou a um acordo com a vítima, conforme o MP.
A defesa dele alega que o caso aconteceu quando ele passava por problemas psicológicos. Ainda conforme as advogadas, o professor sofria de “transtorno depressivo grave e Síndrome de Burnout”, que levaram ele a “interpretar equivocadamente as mensagens trocadas com sua aluna fora do ambiente de sala de aula”.
- Ausência em aula
O contato do professor com aluna, por meio do WhatsApp, começou na madrugada de 21 de julho de 2022, com duas mensagens. Ele as apagou e, pela manhã, enviou novas mensagens se apresentando.
Logo depois, ele questiona o motivo de ela não estar indo para aula.
Em seguida, ele a informou que ela tirou nota baixa em um trabalho e ofereceu a possibilidade de a estudante refazê-lo. Afirmou, também, que poderia passar as questões via WhatsApp.
Ela respondeu: “Entendi professor”.
- Professor diz estar excitado
À noite, o professor retoma a conversa e pergunta novamente se ela gostaria de receber as questões. Após não ter resposta, ele disse para a aluna que ela o deixa excitado.
“Você sempre olha nos meus olhos. Olha o status. Vai gostar. Vai querer a chance? […] Deixa prof de r**a dura. Vamos sair? O que quer? Vamos marcar?”.
- Aluna responde e bloqueia contato
Meia hora depois, a aluna respondeu pedindo para o homem confirmar a identidade em áudio. Ele responde, confirma, e sugere novamente que ela olhe o status dele no WhatsApp.
Nele, o homem exibia o órgão genital, mensagem que podia ser vista por todos os contatos.
Nos áudios, Luciano também convidou a aluna a ter relações sexuais com ele, perguntando o que ela queria em troca de sexo. Após enviar uma sequência de áudios, a aluna respondeu:
“Por um acaso em algum momento eu dei liberdade pro senhor me mandar esse tipo de vídeo, e me fazer esse tipo de proposta?”.
Conforme o Processo Administrativo Disciplinar, as mensagens com teor sexual foram enviadas entre 23h23 e 01h29. Elas foram verificadas pela comissão responsável e registradas em cartório.
Após ser confrontado pela aluna, Luciano pediu desculpas e a conversa foi encerrada às 2h34, quando a aluna bloqueou o contato dele.
Demissão
A estudante denunciou o caso à Ouvidoria da UEPG. A demissão foi publicada em 9 de agosto de 2023 no Diário Oficial do Paraná.
Veja um resumo do processo abaixo:
- 21 e 22 de julho de 2022: Luciano manda as mensagens;
- 2 de agosto de 2022: Aluna denuncia caso na ouvidoria da UEPG;
- 3 de agosto de 2022: Chefia do Departamento de Economia sugere afastamento temporário dele;
- 4 de agosto de 2022: Reitoria autoriza abertura do Processo Administrativo Disciplinar (PAD);
- 8 de agosto de 2022: Professor é afastado;
- 18 de novembro de 2022: Comissão recomenda suspensão do professor por 60 dias após ouvir defesa;
- 18 de novembro de 2022: Presidente da comissão opina pela demissão de Luciano, mas diz que teve voto vencido;
- 6 de dezembro de 2022: Jurídico da UEPG diz que decisão cabe à reitoria;
- 13 de dezembro de 2022: Vice-reitor assina a portaria de demissão;
- 5 de abril de 2023: Despacho da demissão é enviado à Procuradoria do Paraná. Conselho Universitário reiterou a decisão pela demissão;
- 13 de abril de 2023: Procuradoria dá parecer positivo ao ato;
- 9 de agosto de 2023: Governo Estadual decreta demissão de Luciano Ribeiro Bueno.
Advogadas dizem não haver provas
Luciano Ribeiro Bueno era professor colaborador da UEPG desde 2003. Em 2012, foi admitido como professor de carreira. De 2016 a 2020, foi chefe do Departamento de Economia.
As advogadas de Luciano disseram que não houve provas que o professor agiu “no sentido de se valer de seu cargo para ofender a aluna em questão”.
Segundo a defesa, o caso aconteceu em um momento em que o professor passava por problemas psicológicos, como “transtorno depressivo grave e Síndrome de Burnout”, que levaram ele a “interpretar equivocadamente as mensagens trocadas com sua aluna fora do ambiente de sala de aula”.
Por meio de nota, as advogadas afirmam que devem levar à análise da Justiça o decreto de demissão do professor. A vítima disse que prefere não se manifestar sobre o caso porque “já está tudo resolvido”.
Conforme o processo, Luciano estava afastado desde agosto de 2022. Quando enviou as mensagens, ele era chefe-adjunto do Departamento de Economia, com vencimentos de R$ 10.959,38.
Professor disse que interpretou ‘sinais corporais’ da aluna
Em depoimento, de acordo com o relatório do Processo Administrativo Disciplinar, o professor “não negou os fatos, mas acrescentou que tudo ocorreu porque ele interpretou os olhares e sinais corporais da aluna de forma equivocada”.
Ainda no depoimento, o docente afirmou que enviou as mensagens em um momento que estava passando por crises de ansiedade e justificou “que as fotos não foram enviadas diretamente a ela”.
Trâmite até demissão durou um ano
Conforme apurado pelo g1, o processo contra o professor Luciano Ribeiro Bueno levou cerca de um ano.
No relatório do Processo Administrativo Disciplinar, a comissão responsável cita a “gravidade da descompostura do servidor” a partir da avaliação da denúncia e também frente ao fato de ele não ter negado a ação. A comissão era formada por duas professoras e um professor.
Quanto à penalidade, os integrantes da comissão divergiram. Dos três professores que participaram da investigação interna, dois sugeriram suspensão por 60 dias e um opinou pela demissão.
A docente que discordou dos colegas afirma que o professor, ao justificar a conduta sob “o argumento de que interpretou mal os olhares da vítima”, acabou culpando a vítima.
Para a professora que integrou a comissão, “a punição no caso deve ter um escopo não somente punitivo, mas também pedagógico, de modo a acenar para toda a comunidade universitária que a UEPG não compactua com comportamentos dessa natureza”.
Reitor pediu parecer jurídico
O reitor da universidade, Miguel Sanches Neto, solicitou um parecer jurídico diante da discordância dos componentes da comissão.
A opinião da Procuradoria Jurídica da UEPG era para que o professor fosse exonerado. Segundo o parecer, “o convite expresso em áudio e mensagens para ceder a favores sexuais, em troca de possível atribuição de nota”, é uma prova de que o docente assediou sexualmente da estudante.
Ainda para a Procuradoria Jurídica, o argumento da defesa do professor de que ele estava “com o estado emocional alterado não foi suficientemente comprovado para afastar a gravidade da conduta cometida”.
O caso avançou para demissão de Luciano após o vice-reitor da UEPG na ocasião, Ivo Mottin Demiate, deliberar sobre o assunto.
No despacho que consta no Processo Administrativo Disciplinar, Demiate não acatou o relatório final, mas sim as razões apresentadas pela professora que discordou dos outros integrantes em relação à penalidade, e decidiu pela demissão do servidor.
Demissão do professor demorou quatro meses após ser definida
Quatro meses se passaram entre a decisão da Procuradoria do Paraná em exonerar Luciano, em abril de 2023, e a publicação da demissão em Diário Oficial, em agosto deste ano.
Segundo o Portal da Transparência, apenas neste período, os vencimentos de Luciano somaram R$ 43.837,52.
O g1 entrou em contato com o governo do Estado questionando sobre o intervalo de tempo entre a decisão e a demissão, mas não teve retorno até a publicação desta reportagem.
Professor também responde na Justiça
O professor também respondeu criminalmente pelo ato. Conforme o Ministério Público (MP-PR), em audiência realizada em 27 de junho de 2023, Luciano aceitou a aplicação antecipada da pena restritiva de direitos de prestação pecuniária – ou seja, pagamento em dinheiro à vítima.
O valor acordado não foi revelado porque o processo tramita em sigilo. Segundo o MP, ele aguarda intimação da Justiça para fazer o pagamento.
O que diz a universidade
Em nota, a UEPG destacou que a investigação interna do caso foi realizada por comissão de professores efetivos, conforme legislação estadual que estabelece normas e procedimentos especiais sobre atos e processos administrativos que não tenham disciplina legal específica.
Questionada se professores podem contatar alunos por redes sociais sobre assuntos acadêmicos, a UEPG disse que contatos extra aula estão disponíveis por “e-mail institucional; ferramentas em plataformas online da educação à distância, como fóruns e chats, e Google Workspace”.
Em nota, a UEPG disse que apura, atualmente, outras 11 denúncias de assédio sexual:
- 2 inquéritos disciplinares;
- 2 procedimentos administrativos para apuração de responsabilidade;
- 3 processos administrativos;
- 4 sindicâncias.
O que diz a defesa
Confira a íntegra da manifestação da defesa do professor:
“O Sr. Luciano Ribeiro Bueno, desde sua admissão em 27 de setembro de 2012 ao quadro de servidores da Universidade Estadual de Ponta Grossa, sempre cumpriu com máxima diligência o seu dever laboral, em estrita observância aos princípios éticos e morais, resultando em aprovação em estágio probatório e irretocável histórico funcional.
Nesta última década de dedicação exclusiva à Universidade, adotou conduta proba e íntegra perante seus superiores, pares e alunos, inexistindo qualquer antecedente ou relato em sentido contrário desabonador de sua integridade na esfera profissional ou particular.
Esclarece que a conduta narrada na denúncia ocorreu em momento extremamente delicado da sua vida particular, em decorrência de luto familiar no contexto da pandemia da Covid-19 e agravamento de doença crônica (Retocolite Ulcerativa Aguda), passando a desenvolver transtorno depressivo grave, bem como transtornos de adaptação decorrente de quadros de Estresse Pós-Traumático e Síndrome de Burnout, os quais vem tratando desde o ano de 2020.
Estas circunstâncias, devidamente documentadas no processo administrativo que culminou em sua demissão, para além do uso excessivo de medicamentos capazes de alterar a psique, contribuíram sobremaneira para o estado de perturbação emocional e transtorno de conduta que, na data de 21 de julho de 2022, o levou a interpretar equivocadamente as mensagens trocadas com sua aluna fora do ambiente de sala de aula, ultrapassando os limites de respeito que deve pautar as relações entre aluno e professor, bem como entre homem e mulher.
Em momento algum restou corroborado no processo administrativo disciplinar que o Sr. Luciano agiu de forma deliberada no sentido de se valer do seu cargo de professor para ofender a aluna em questão ou mesmo a instituição que representa, tendo apresentado diversos elementos que denotam as circunstâncias fáticas supra mencionadas, bem como arrependimento por uma conduta manifestamente isolada e que de forma alguma corresponde ao seu costumeiro agir.
No entanto, a capitulação dada ao fato pela autoridade sancionadora desconsidera o conjunto probatório do processo administrativo, o qual indica de forma cabal as circunstâncias atenuantes e bons antecedentes, bem como imediato arrependimento e pedido de desculpas à aluna, motivando a pena de demissão com fulcro apenas a gravidade em abstrato da conduta tipificada como assédio sexual no Código Penal.
Desta forma, verifica-se o afastamento da autoridade sancionadora aos princípios basilares da Administração Pública, notadamente no que concerne à proporcionalidade, razoabilidade, individualização da pena e adequação punitiva, pelo que está tomando as providências cabíveis a fim de submeter o decreto à análise do Poder Judiciário, direito conferido pelo art. 5°, XXXV, da Constituição Federal.
Esclarece, por fim, que a denúncia foi encaminhada ao Ministério Público do Paraná para a apuração dos fatos na esfera criminal, resultando em acordo entre as partes a fim de reparar, de alguma forma, a dignidade e a honra da vítima, à qual, reitera-se, jamais teve a intenção de ofender”.
Sem responder mensagem, pai é achado degolado pelo filho dentro de casa em MS

Um idoso, de 61 anos, foi encontrado degolado pelo próprio filho, na noite desse domingo (20), em Três Lagoas (MS). De acordo com as investigações, a vítima foi identificada como Adauto Bento Arantes.
Segundo a Polícia Civil, o filho da vítima esteve com o pai um dia antes da morte. No domingo, o rapaz enviou várias mensagens ao pai, que não foram respondidas.
Assustado e sem respostas, o filho foi até a casa do pai e o encontrou morto. O idoso foi achado com dois cortes no pescoço e outros seis no tórax.
De acordo com a polícia, sinais de arrombamento não foram constatados na casa. A arma do crime e o celular da vítima não foram encontrados. O caso segue em investigação pela Polícia Civil.
Zé Cocá atribui à moradores dos residenciais, ligações com detentos do presídio de Jequié

Não caiu bem para as famílias que moram nos residenciais construídos pelo governo federal, em Jequié, a afirmação do prefeito Zé Cocá (PP), atribuindo ás ações de delitos, à detentos que cumprem pena no Presídio de Jequié, e que utilizam familiares, moradores dos residenciais próximos ao Presídio, para organizar ações criminosas no município.
CITAÇÃO DE ZÉ COCÁ EM ENTREVISTA
“Temos problemas crônicos. Para mim, o mais grave é a questão do presídio, e já disse isso ao secretário de Segurança Pública desde a época que era da base do governo. É preciso que bloqueadores de sinal de celular sejam instalados no presídio, de onde muitos criminosos organizam ações lá de dentro muitas vezes por meio de contatos estabelecidos com familiares que moram em residenciais próximos. É preciso que haja um trabalho intenso lá de segurança pública, de monitoramento”, ressaltou o prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), em entrevista ao Site Política Livre. A entrevista do prefeito Zé Cocá logo viralizou nas redes sociais, provocando inúmeras manifestações de repudio e revolta por parte de moradores dos residenciais.
O QUE DIZEM OS MORADORES DOS RESIDENCIAIS?
Sandra – Residencial Segredo
“Isso é um absurdo o prefeito que elegemos com tanto amor dizer que nos residenciais só tem parente de bandidos quem mora aqui. Seu prefeito a gente é de bem e foi nós, dos residenciais que o senhor teve bastante votos. O senhor veio neles e ninguém lhe atacou”
Maria – Eldorado
“Eu moro no residencial e não tenho nenhum parente criminoso. Agora uns dias atrás, a gente viu aqui uma pessoa saindo do Presídio, preso por ser suspeito de estrupo, e saiu agradecendo uns políticos pela força que ele recebeu.
Paulo – Residencial Cachoeirinha.
“Isso é um absurdo ele dizer que o pessoal que mora nos residenciais estão entrando em contato com bandidos, dentro do presídio. Isso aí eu acho uma falta de respeito que ele teve com os moradores dos residenciais”
Renato – Residencial Colina
“Esses dias ele disse referente a Euclides em uma entrevista que “quem fala demais, dá bom dia a cavalo! Ele deu bom dia ao estábulo todo nessa entrevista, não sei se isso é consequência das leves batidas que ele vem tomando e como bom menino mimado não sabe lidar com críticas e sempre pega ar, ou se de fato ele está com problemas tão grandes que estão o impedindo de fazer análise de futuro, foi uma merda em cima da outra”.
Gabriela – Residencial Beira Rio.
“Venho expressar minha profunda preocupação e descontentamento em relação às declarações proferidas em sua entrevista senhor Prefeito, onde mencionou que os criminosos estariam ligando para as famílias residentes nos conjuntos habitacionais. Gostaria de ressaltar que essa generalização ofensiva não condiz com a realidade desses residenciais, uma vez que neles habitam pessoas honestas e trabalhadoras. É fundamental que, como líder da cidade, trate essa questão com a devida responsabilidade e sensibilidade, evitando estigmatizar e prejudicar injustamente os moradores dessas comunidades. Contamos com sua compreensão e ação para promover um ambiente seguro e harmonioso para todos os cidadãos”.
Para Yasmim -Residencial Mandacaru
“A fala do prefeito de Jequié, Zé Cocá, pode ser entendida como: “Essa fala do prefeito foi uma fala de preconceito, uma fala generalizada. Sendo que os residenciais são pessoas prejudicadas com essa gestão. Só não ver quem não quer. E os RESIDÊNCIAIS atingidos pela enchente são os mais esquecidos por ele. Está chegando as duas eleições aí. Só pobre que tem familiar bandido??? Será isso que ele quis dizer. Uma fala totalmente preconceituosa com todos os moradores de residencial”.
Eduardo- Baixa do Bonfim
Prefeito Zé Coca, em relação às declarações recentes que foram proferidas durante uma entrevista, em que houve a associação indevida entre os moradores dos residenciais Minha Casa Minha Vida e a criminalidade, gostaríamos de expressar nossa discordância e preocupação com essas afirmações infundadas e preconceituosas. É fundamental que sejam evitados estereótipos e generalizações que possam prejudicar a imagem da comunidade e de seus cidadãos honestos e trabalhadores. Esperamos que possamos trabalhar juntos para promover um ambiente de respeito e inclusão para todos.”
CONJUNTOS DO MCMV EM JEQUIÉ
Jequié possui 11 conjuntos habitacionais, denominados Residenciais Parque do Sol, Eldorado, Jardim Tropical, Brasil Novo, no bairro Jequiezinho, Residencial Segredo, no Curral Novo, Residencial Vida 1 e 2, na Baixa do Bonfim, Residencial Vida Jequié e Beira Rio, na Cidade Nova, Residencial Campo Belo e Colinas, no Joaquim Romão e Residencial Cachoeirinha 1, 2, 3 e 4, na Cachoeirinha, totalizando aproximadamente 8 mil famílias residentes.
Essas unidades residenciais fazem parte do Programa do Governo Federal, intitulado Minha Casa Minha Vida, que tem por finalidade a diminuição do déficit habitacional, por meio da criação de mecanismos de incentivo à produção e aquisição de novas unidades habitacionais ou requalificação de imóveis urbanos e produção ou reforma de habitações rurais.
🖤NOTA DE PESAR

A Prefeitura de Poções manifesta publicamente o seu mais profundo pesar pelo falecimento da ex-servidora Elisabete Reis.
Bete, como ela era carinhosamente chamada por todos, deixa o exemplo de excelência e dedicação em seus relevantes trabalhos como servidora pública deste município.
Neste momento de dor e consternação, nos unimos para transmitir aos seus familiares e amigos os nossos mais profundos sentimentos de solidariedade.
Investimentos do Estado na agricultura familiar permitem o retorno de famílias ao rural da Bahia

os investimentos feitos pelo Governo do Estado, nos últimos anos, em políticas públicas para fortalecer a agricultura familiar e as populações rurais da Bahia têm transformado a realidade do rural baiano e incentivado agricultores/as que haviam buscado oportunidade em outros centros, a escolher viver em suas comunidades com suas famílias e produzindo, com melhores condições de trabalho, em suas propriedades.

Os recursos vêm sendo destinados pelo Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), à base produtiva, sendo aplicados no serviço de assistência técnica e extensão rural (Ater), implantação ou requalificação de agroindústrias e nas potencialidades territoriais, a partir de sistemas produtivos estratégicos, além do apoio à comercialização.
Um desses exemplos é o da produtora de orgânicos do município de Guajerú, Taiane Rodrigues (Tay Rodrigues), que também é criadora de conteúdo digital e conhecida nas redes como Influencer da Roça. Em entrevista, nesta segunda-feira (21/08), no Podcast da Agricultura Familiar, disponível no Canal do YouTube CarBahia, ela destacou que os sonhos que tinha foram se tornando realidade a partir do cadastro na Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP), que viabilizou, a cada nova colheita, a venda para o Programa Nacional de Aquisição de Alimentos (PAA) e depois para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

E o negócio de Tay e sua família está se expandindo com produtos como o arroz orgânico e outros in natura, além de galinha caipira e produtos como biscoitos que ela desenvolve com outras mulheres da comunidade Humaitá. “Através da DAP as políticas públicas chegam. “Eu fico muito orgulhosa e também agradecida por ter esses programas que desenvolvem o rural. As políticas públicas que nós temos hoje desenvolvem o rural”, enfatiza.
A influencer e produtora de orgânicos é filiada à Associação dos Pequenos Produtores Rurais do Vale do Riacho do Humaitá Lagoa do Bino e Capinal, uma das beneficiadas com investimentos por meio do projeto da CAR, Bahia Produtiva, em Segurança Alimentar e Nutricional, que viabilizou infraestrutura em horticultura e produção de plantas alimentícias não convencionais (PANC).
Novas perspectivas de Norte a Sul

O agricultor do município de Bom Jesus da Serra, no Sudoeste Baiano, Ronei Almeida Moreno, conta que antes de acessar essas políticas públicas, trabalhou em São Paulo e depois de nove anos retornou devido à oportunidade gerada pelas políticas públicas. “Sou muito grato à Associação e a todos do projeto Bahia Produtiva. As políticas públicas têm tipo um papel muito importante na minha vida como agricultor e como ser humano, porque são inovadoras e chegam às comunidades com toda a estrutura e junto com todo o conhecimento através da assistência técnica e de capacitações. Isso tem feito toda a diferença, estou fazendo o que gosto e, ao mesmo tempo aprendo novos conhecimentos”, ressalta.
A artesã de biojoias Leonildes dos Anjos, mais conhecida como Bilú, que faz parte da Associação Beneficente de Pesca e Agricultura de Ituberá (ABPAGI), do Baixo Sul da Bahia, destaca que as políticas públicas voltadas para a agricultura familiar foram determinantes para que ela voltasse à sua terra.
“Para mim é motivo de muita alegria e felicidade, pois, há um tempo atrás, eu não desejava ficar na minha terra e pensava em ir para outros lugares e viver novas experiências, porque eu não via que aqui eu poderia crescer, mas hoje, com esse apoio, eu posso gerar renda, vendendo e comercializando meu produto e vivendo do extrativismo na minha terra. Não há situação melhor do que viver e permanecer no lugar onde nasci”, declara Bilú.

Do Semiárido da Bahia, o agricultor Edilson da Silva, da comunidade de Fundo de Pasto Serrinha das Imagens, do município de Casa Nova, também trabalhou muitos anos em outros estados e retornou por causa das oportunidades geradas pelos investimentos do Governo do Estado. “O Pró-Semiárido trouxe para nossas comunidades as tecnologias e um novo olhar, mostrando para nós as nossas riquezas e o quanto nós temos de diferencial. As nossas criações e as nossas produções melhoraram 80%. Nós hoje podemos levar para as nossas mesas alimentos saudáveis e sem agrotóxico









