Pegou ar!” Prefeito de Encruzilhada dispara contra nomeação de Rodrigo Hagge em Vitória da Conquista: “Saúde não é moeda eleitoral”
A nomeação do ex-prefeito de Itapetinga, Rodrigo Hagge, para comandar a Secretaria Municipal de Saúde de Vitória da Conquista provocou reação política e abriu espaço para um debate sobre os critérios utilizados na escolha de gestores para áreas estratégicas da administração pública.
Nesta sexta-feira (6), o prefeito de Encruzilhada, Dr. Pedrinho, publicou uma manifestação contundente direcionada à cidade de Vitória da Conquista. Sem poupar palavras, o gestor criticou o que considera uma possível utilização política de uma das secretarias mais importantes do município.
“Não se pode tratar a Secretaria de Saúde como moeda eleitoral”, afirmou Dr. Pedrinho, defendendo que a escolha de responsáveis pela pasta deve levar em consideração experiência, qualificação e compromisso com a população, e não acordos políticos.
O prefeito também questionou a nomeação de pessoas sem experiência específica na área da saúde, argumentando que decisões desse tipo podem desrespeitar os cidadãos que dependem diariamente do Sistema Único de Saúde (SUS).
A declaração ganhou ainda mais repercussão diante da escolha de Rodrigo Hagge, que governou Itapetinga por dois mandatos, entre 2017 e 2024, mas tem formação em Direito e pós-graduação em Direito do Estado pela UFBA. O ex-prefeito foi anunciado pela prefeita Sheila Lemos como novo secretário municipal de Saúde de Vitória da Conquista.
A fala, com tom de cobrança e recado direto, coloca pressão sobre a nova gestão da Saúde em Vitória da Conquista, que agora terá de demonstrar, na prática, que a escolha foi acertada.
Rodrigo Hagge chega à secretaria com a experiência de oito anos à frente de uma prefeitura e a promessa de fortalecer a integração regional da saúde. Entretanto, a crítica de Dr. Pedrinho deixa uma questão no ar: na saúde pública, o peso político deve falar mais alto ou a qualificação técnica precisa ser o principal critério?
O debate está lançado. E, quando o assunto é saúde, quem espera por atendimento não pode ficar em segundo plano.









