:: 10/jun/2020 . 14:01
Unidade atende exclusivamente profissionais da rede pública de saúde com suspeita da Covid-19

Todos os profissionais da saúde da Rede Pública, seja estadual ou de qualquer um dos municípios baianos, contam, desde esta terça-feira (9), com uma unidade exclusiva para atendê-los, em caso de suspeita de estarem contaminados com a Covid-19. Um hospital de campanha foi montado no antigo prédio da Faculdade Ruy Barbosa, na rua Francisco Rosa, no Rio Vermelho para atender essas pessoas. Com 42 profissionais atuando, entre médicos, maqueiros, técnicos em enfermagem e psicólogos, o acesso é aberto a qualquer trabalhador da rede pública de saúde.
Segundo o superintendente da Fundação Fabamed, José Saturnino Rodrigues, que administra a unidade, o ambulatório montado ali é uma extensão do Hospital Santa Clara. São dez leitos, oito de observação e dois de estabilização, com respiradores. “O atendimento é por demanda aberta, não tem regulação, é um ambulatório de portas abertas. Se o profissional de saúde apresentar os sintomas da Covid-19 ele pode vir para cá, onde é feita a triagem, será avaliada a gravidade do paciente, o teste será enviado para o Lacen e depois de três dias ele recebe o resultado”.
Saturnino informa que, caso o estado do profissional venha a se agravar enquanto ele está sendo atendido e fazendo os exames, ele será transferido automaticamente para o Hospital Santa Clara, que também já tem leitos disponíveis para os profissionais da saúde. “Nesta terça-feira (9) foram atendidos 26 pacientes e, nesta quarta-feira (10), até às 10h, já recebemos 13 pacientes. Isso indica uma adesão muito grande ao serviço. Este é um reconhecimento do governador Rui Costa e do secretário da Saúde, Fábio Vilas Boas, a este trabalhador da linha de frente contra o coronavírus”.
O técnico de enfermagem Dermivaldo Freitas foi um dos profissionais atendidos no local, na manhã desta quarta-feira. “Eu senti os sintomas similares ao coronavírus, e ontem fiquei sabendo que este prédio estava atendendo exclusivamente a profissionais de saúde. Isso é muito importante para nós. Saí tranquilo depois de fazer todos os exames”.
Empresário e segurança são mortos por não pagar “pedágio” de R$ 30 mil a criminosos

O assassinato de um empresário e seu segurança, ocorrido na manhã do último sábado, no Município de Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), ainda está sob investigação policial, mas revela a ousadia e a forma acelerada como as facções criminosas estão dominando o estado do Ceará.
Comerciantes e pequenos e médios empresários de cidades metropolitanas e da própria Capital cearense estão sendo ameaçados de morte e obrigados a pagar “pedágio” aos criminosos, sob pena de serem mortos.
E foi o que aconteceu ao empresário José Jurandir Alves da Rocha, 69 anos. Dias antes de ser morto, ele recebeu em um de seus mercadinhos, na cidade do Eusébio, a “visita” de bandidos que se identificaram como integrantes da facção criminosa Guardiões do Estado (GDE), que lhe exigiram o pagamento de um “pedágio” no valor de R$ 30 mil. A mesma quantia foi exigida de vários comerciantes do Eusébio e de Aquiraz. A maioria pagou, temendo o pior.
“Aqui vocês vão levar é bala”, teria dito Jurandir aos criminosos na semana passada, conforme moradores do Eusébio. A resposta dos criminosos veio rápida e violenta assim como foram as intimidações.
Na manhã do último sábado (6), ainda por volta de 5 horas, Jurandir e o segurança saíram do Eusébio em direção à Ceasa, em Maracanaú, onde iriam apanhar uma carga de frutas, verduras e cereais, como faziam sempre, para abastecer os mercadinhos. Estavam em um caminhão, que acabou sendo interceptado na Estrada da Jibóia, em Aquiraz.
O empresário e seu segurança/motorista foram executados na Estrada da Jibóia, em Aquiraz
Emboscada e morte
De dois carros desceram vários bandidos armados que fuzilaram o comerciante e seu segurança e motorista. Os corpos ficaram crivados de balas.
“Vários comerciantes pagaram, mas o Jurandir disse pra eles que não ia pagar nada e que eles iam era levar bala se voltassem, tai o resultado”, disse um morador do Eusébio, que não se identificou, temendo represálias.
No domingo (7), os corpos de José Jurandir Alves da Rocha e do seu segurança, Jorgeney Mesquita Novais, 40, foram sepultados. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.
Via Jornalista Fernando Ribeiro
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