A cidade de Vitória da Conquista, no sudoeste do estado, apresentou redução de 64% nas mortes violentas, nos quatro primeiros meses de 2022.

De janeiro a abril, o município que possui mais de 343 mil habitantes, segundo último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou 14 crimes violentos letais intencionais, uma média de 3,5 casos por mês. No mesmo período do ano passado foram contabilizadas 39 mortes violentas.

“Atribuímos essa redução a vários fatores, mas, sem dúvidas, a proximidade da Polícia Militar com a população tem um papel fundamental na redução dos índices. Nós atuamos em várias vertentes, no social, na prevenção e na repressão e contamos muito com o apoio da população da cidade”, afirmou o comandante do CPRSo, coronel Ivanildo Reis.

Além do policiamento ordinário realizado pelas 77ª, 78ª, 92ª Companhias Independentes da Polícia Militar, a Rondesp Sudoeste, a Operação Ronda Maria da Penha, a Base Comunitária de Segurança Nova Cidade e a Companhia Independente de Policiamento Especializado Sudoeste também atuam no trabalho ostensivo e preventivo.

A população de Conquista conta ainda com a ação da Patrulha Solidária, grupo do CPRSo voltado para o acolhimento de minorias com ações sociais.

Já o coordenador de Regional de Polícia do Interior de Conquista, delegado Fabiano Aurich, também credita a redução ao intenso trabalho de combate ao tráfico de drogas. “Combatemos, junto com a PM, a ação de quadrilhas que atuam com a venda de drogas, responsáveis pela maior parte das mortes cometidas na cidade”, declarou. Ele também lembrou que todos os crimes que fogem desse perfil foram elucidados, e os autores, presos.

Risp Sudoeste

A tendência registrada em Conquista segue a mesma de toda a Região Integrada de Segurança Pública Sudoeste, composta por 94 municípios. Em todos eles, foram contabilizados 21,4% casos de mortes violentas a menos nos quatro primeiros meses do ano. Foram 160, em 2021, e 126 este ano. Entre os municípios estão Jequié, Brumado, Guanambi e Itapetinga.