Conforme denúncia protocolada (por um cidadão que preservaremos a sua identificação) no Ministério Público do estado da Bahia, a próxima eleição para presidente da Câmara Municipal da cidade de Mucuri já teria uma chapa de vereadores virtualmente eleita, tudo isso graças a um esquema escancarado de corrupção via “compra de votos” envolvendo a maioria dos vereadores locais, no qual o voto dos vereadores estaria orçado entre R$ 20 mil até R$ 60 mil reais cada um.

Segundo o denunciante, a chapa beneficiária do esquema de compra e venda de votos seria composta pelos seguintes vereadores;

1.  Alexandre Deolinda Seixas (PSC) o Xandão, na qualidade de Presidente;

2.  Carlos de Jesus Brito (Republicanos) o Carlinhos da Ótica, na qualidade de Vice -Presidente;

3.  André de Jesus Flores (REDE), o popular André do Sindicato; na qualidade de primeiro secretário;

4.  Ademar Amaral de Souza (PSB), o popular Amaral, na qualidade de segundo secretário.

A denúncia também aponta que os vereadores que fazem parte da suposta organização criminosa supostamente receberiam valores previamente acordados entre R$ 20 mil até R$ 60 mil reais para votar pela chapa.

Segundo apuração feite pela nossa equipe de reportagem um dos vereadores, que pediu para ter seu nome preservado, “afirmou que realmente é vergonhoso o que está acontecendo nos bastidores da casa legislativa de Mucuri.”

É importante ressaltar que à aquisição ilícita de qualquer disputa eleitoral, popularmente conhecida como compra de votos é uma prática eleitoral dolosa e ilícita, não necessariamente explícita, de adquirir votos em troca de bem ou vantagem de qualquer natureza, inclusive empregos, funções públicas, presentes, influências políticas e dinheiro.

A Câmara Municipal de Mucuri, tem ficado notadamente conhecida em toda a Bahia pela corrupção escancarada. Tanto que em um passado recente na eclosão da Operação Caribe pelo Ministério Público do Estado da Bahia que denunciou todos os (09) nove vereadores do parlamento na época e culminou com o decreto da prisão de todos eles, onde (07) foram presos e dois ficaram foragidos, eles foram flagrados recebendo propina de empresário para aprovar vários projetos urbanos de interesse da inciativa privada.

Recentemente o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) confirmou a condenação de dois ex-vereadores por compra de votos para a eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal.

Por unanimidade de votos, os desembargadores da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado negaram provimento aos recursos de apelação interpostos pelos dois ex-vereadores de Toledo, cidade localizada no oeste paranaense, mantendo assim as condenações de ambos por prática dos crimes de corrupção passiva e ativa.

Os ex-vereadores foram condenados às penas, respectivamente, de dois anos e quatro meses de reclusão e pagamento de 12 salários-mínimos, e dois anos, oito meses e vinte dias de reclusão e pagamento de 24 salários-mínimos, além da suspensão de direitos políticos enquanto perdurarem os efeitos das condenações.

Já na esfera civil os dois ex-vereadores foram condenados por improbidade administrativa em relação aos mesmos fatos, sendo-lhes impostas as sanções de suspensão dos direitos políticos pelo prazo de 5 anos, proibição de contratar com o Poder Público pelo prazo de três anos e pagamento de multa civil no valor de R$ 501.058,50 com correção monetária e juros de mora.

No caso da Câmara Municipal da cidade de Mucuri a exemplo do que aconteceu na cidade de Toledo, o objetivo maior segundo denúncia feita ao Ministério Público é eleger o vereador Alexandre Deolinda Seixas (PSC) popularmente conhecido como  Xandão para a presidência do legislativo, bem como os demais vereadores que irão compor a mesa diretora.

Com Informações do Zero Hora News