Biden discursa na ONU — Foto: Eduardo Munoz/Reuters

Biden discursa na ONU — Foto: Eduardo Munoz/Reuters

Dois presidentes e duas visões antagônicas da realidade de seus países. Na tribuna da Assembleia Geral da ONU, Joe Biden tentou recuperar a credibilidade dos EUA, num momento em que enfrenta ceticismo pela desastrosa retirada do Afeganistão e pela desconfiança de aliados em relação ao acordo com Reino Unido e Austrália para a venda de submarinos.

Pouco antes, no mesmo palco, Jair Bolsonaro tratou de enterrar a credibilidade do Brasil, ao retratar um país fantasioso que só cabe no mundo de seus partidários. Foi para eles que o presidente brasileiro destinou a sua preleção utópica, calcada em auto-elogios ao governo.

Bolsonaro na ONU — Foto: Eduardo Munoz/Reuters

Bolsonaro na ONU — Foto: Eduardo Munoz/Reuters

Faltou verdade no discurso de Bolsonaro, ao referir-se que, sob seu comando, há dois anos e meio, o Brasil não tem um caso de corrupção, registrou aumento do emprego formal e as maiores manifestações de sua história, no dia 7 de setembro.

Ele repetiu a ladainha de que livrou o país do socialismo, como fez em seu primeiro discurso na ONU, em 2019. Na época, o tom estava em sintonia com o do então presidente Donald Trump — ambos alinhados ideologicamente nos ataques ao socialismo e no reforço exacerbado do patriotismo.

Debates já ultrapassados pela comunidade científica, como o tratamento precoce contra a Covid-19, voltaram à tona na oratória do presidente brasileiro. Em Nova York, como o único líder do G20 não imunizado, Bolsonaro foi aconselhado a se vacinar, de forma assertiva, tanto pelo premiê britânico Boris Johnson quanto pelo prefeito Bill de Blasio.

Impossibilitado de entrar em restaurantes, comeu pizza na rua e churrasco num puxadinho. No púlpito da ONU, ele deu o troco e reafirmou ser contra o passaporte sanitário ou a obrigatoriedade da vacinação

Please follow and like us:
fb-share-icon
Tweet 20
fb-share-icon20