Motorista em esportivo importado, que se negou a fazer o teste do etilômetro, matou 5 pessoas na rodovia SP-55 (Rodovia Padre Manoel da Nóbrega), em Peruíbe, litoral sul de São Paulo. Três homens, uma mulher e uma criança de dois anos perderam a vida. A colisão ocorreu por volta das 4h da madrugada quando o motorista do esportivo andava em altíssima velocidade. Basta ver as condições em que ficou o carro das vítimas. Quando um motorista como esse é flagrado andando em excesso de velocidade tem sempre gente para falar na indústria da multa. Mas ninguém fala na indústria dos recursos de multas que permitirá que este criminoso, assim como vários outros assassinos, recupere sua CNH em poucos dias. Esses escritórios de advocacia que anunciam nas rádios sobre recursos de multas, contribuem para a impunidade e faturam com isso. Agora, os recursos ficarão ainda mais fáceis, com o projeto de lei apresentado pelo Governo para “melhorias no Código de Trânsito”, pois aumenta a impunidade. Naturalmente que quando os infratores perdem um familiar num acidente querem que a lei seja aplicada com o máximo rigor contra o causador das mortes. Quando matam, aí o discurso muda. Usam todos os recursos para evitarem a punição e quase sempre conseguem. A sociedade brasileira precisa escolher de que lado está: ao lado dos infratores ou dos que preservam a vida e respeitam as leis. Quem quiser conhecer melhor o grau de impunidade no Brasil, basta visitar Não foi ACIDENTE . Ali está a prova diária da impunidade no trânsito brasileiro. O prazer de dirigir , defendido por alguns, causa o “prazer” de ficar impune mesmo quando matam.

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