Coronavírus: polícia encontra dinheiro em imóvel de vereador do DEM no Rio
No Rio, a Operação Oxigênio foi realizada pelo Departamento de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro, da Polícia Civil, que atuou em parceria com as polícias de Santa Catarina, São Paulo e do Mato Grosso. De acordo com as investigações, a quadrilha é acusada de superfaturar 200 respiradores em um total de R$ 33 milhões. A ação visava cumprir 35 mandados de busca e apreensão e diversos sequestros de bens contra os suspeitos. O caso está sob sigilo.
Procurado por VEJA, o vereador Didê, suspeito de participar do esquema criminoso, não retornou as ligações até o fechamento desta reportagem. O imóvel do parlamentar fica na Avenida Vereador Alceu de Carvalho, conforme o procedimento policial número 257-00060/2020. Os policiais também apreenderam no local máscaras N-95, máscaras de oxigênio, laptops e peças para respiradores.
Eleito com 2.576 votos no pleito 2016, Didê está em seu segundo mandato. Ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ), ele declarou ter bens de 120 mil reais, sendo 40 mil reais em dinheiro vivo e um caminhão avaliado em 80 mil reais. O vereador foi um dos principais articuladores para a filiação do prefeito da cidade, Dr. João, ao DEM junto ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que comanda a legenda no estado do Rio. O evento ocorreu na Câmara de Meriti, em novembro do ano passado, com a presença de Maia.
Em fevereiro deste ano, o vereador Didê registrou, na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), ameaça de traficantes. Segundo o parlamentar, o motivo foi por atuar contra o tráfico de drogas e apoiar a retirada de barricadas em São João de Meriti. À polícia, Didê disse que sofrera outra ameaça em 2014. À época, a casa onde o parlamentar morava com a família foi alvejada a tiros por homens fortemente armados.
A íntegra da nota oficial do governo de Santa Catarina:
“O Governo do Estado apoia todas as investigações necessárias para apurar eventuais irregularidades no processo de compra de respiradores, bem como em quaisquer outros processos. Este apoio não é apenas formal, mas também operacional, já que as investigações em curso contaram e contam com a participação efetiva e ativa da Polícia Civil.
Reforçando o que já foi dito pelo Delegado Geral da Polícia Civil, Paulo Koerich, na manhã de hoje (09/05/2020), vale destacar que o Gabinete do Governador do Estado, tão logo tomou ciência de fatos que indicavam a possibilidade de ilícitos, determinou a imediata abertura de processo de investigação, com total autonomia para os investigadores.
O Ministério Público de Santa Catarina, inclusive, destacou a importância desta colaboração: ‘A celeridade na coleta de farto conjunto probatório inicial e a rápida formulação dos pedidos que embasaram as medidas cautelares só foram possíveis em razão do trabalho realizado em parceria pelos policiais da DEIC e do GAECO com os Promotores de Justiça do Estado de Santa Catarina. As apurações, até o presente momento, contaram com total colaboração dos órgãos públicos vinculados ao Governo do Estado de Santa Catarina’.









