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PF prende mulher residente em Salvador por tráfico internacional de drogas

A Polícia Federal deflagrou a Operação DOZE MALAS, nesta quarta-feira, 26/7, com o objetivo de aprofundar investigação acerca da prisão de 8 passageiros por tráfico internacional de drogas no Aeroporto de Fortaleza em 30/04/2023. Um Mandado de Prisão Temporária e um Mandado de Busca e Apreensão foram cumpridos em Salvador, na Bahia. A atuação se deu em conjunto com a Polícia Militar da Bahia (BPCHQ e BPATAMO) e GAECO/MPBA.

As investigações iniciaram a partir do flagrante de 8 pessoas tentando embarcar de Fortaleza a Lisboa – Portugal em um mesmo voo no dia 30/04/2023, com malas similares contendo 23kg de cocaína ocultada nas 8 malas. O inquérito da PF apontou indícios de que as amostras de droga contidas nas bagagens distintas tinham uma mesma característica química.

O trabalho investigativo indicou ainda a atuação de uma mulher, de 27 anos de idade, no crime flagrado, residente em Salvador e vinculada a uma organização criminosa voltada ao tráfico internacional de drogas. A mulher cooptou os presos em flagrante, organizou a viagem, inclusive a aquisição passagens e estadia e monitorou a prática criminosa dos oito flagrados.

Policiais federais cumpriram Mandado de Busca e Apreensão na residência da suspeita e a investigada foi presa temporariamente, em cumprimento a mandados judiciais da 11ª Vara Federal de Fortaleza/CE, decorrente das investigações da PF. Há indícios de atuação da suspeita em outra atuação da organização criminosa voltada ao tráfico internacional de drogas flagrado naquele mesmo dia 30/04, tendo sido presos em flagrante 4 brasileiros em Lisboa, por transportarem cocaína de Recife/PE para Lisboa – Portugal em 4 malas com quantitativos similares às apreendidas em Fortaleza/CE.

A investigada pode responder pelo cometimento, em tese, dos crimes de tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico de drogas, com penas somadas de até 35 anos de prisão, sem prejuízo da descoberta de outros crimes mais graves praticados, a partir da análise do material digital apreendido. As investigações continuam, com análise do material apreendido.

Fonte: Sucom / PF/BA

Governo do Estado lança projeto no valor R$ 750 milhões para avançar com as ações para a agricultura familiar

A agricultura familiar da Bahia passará a contar com o novo Projeto Bahia que Produz e Alimenta, lançado nesta terça-feira (25/07), em celebração ao Dia Internacional da Agricultura Familiar. Sob a liderança da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), o Governo do Estado vai investir R$ 750 milhões para apoiar ainda mais esse setor produtivo do estado.

 

O Projeto Bahia que Produz e Alimenta tem como meta atender 30 mil famílias, com ações que contemplam a melhoria e ampliação de infraestrutura, serviços e integração das organizações produtivas aos mercados. Também serão atendidas 20 mil famílias com ligações de água e 600 organizações produtivas com acesso ao financiamento.

 

Uma das principais novidades desse novo projeto é o foco na agroecologia, gestão ambiental e resiliência climática. A CAR reconhece a importância de ações direcionadas para mitigar impactos ambientais e aumentar a capacidade de enfrentamento às mudanças climáticas, algo que é fundamental para garantir a sustentabilidade da agricultura familiar, de suas atividades produtivas e das comunidades rurais que dependem dela.

 

O diretor-presidente da CAR, Jeandro Ribeiro, explicou que o Projeto se alinha ao Programa Bahia sem Fome, fazendo uma busca ativa das pessoas que estão em situação de insegurança alimentar. “A gente está entrando na nova etapa de ações públicas na produção de alimentos e na geração de emprego e renda, construindo condições favoráveis para que essas pessoas voltem ao setor produtivo. O Bahia que Produz e Alimenta vem com essa perspectiva”.

 

Outro destaque no novo projeto da CAR é o uso de novas tecnologias como aliadas nessa jornada, além de enfatizar o papel crucial da assistência técnica e extensão rural (Ater) na capacitação dos agricultores e de suas organizações para uma gestão mais eficiente e consciente do meio ambiente.

 

Legado ativo

O projeto traz consigo o legado bem-sucedido do Projeto Bahia Produtiva e traz investimentos que vão continuar transformando a realidade do rural baiano. São novos recursos que vão expandir o impacto dos investimentos realizados nas 1.207 organizações já atendidas pelo projeto anterior, durante os últimos anos, além de ampliar o alcance para novas organizações produtivas, permitindo o fortalecimento de mais comunidades agrícolas.

 

O coordenador do Projeto Bahia Produtiva, Fernando Cabral, enfatizou a satisfação de estar à frente de grandes ações de desenvolvimento rural do estado da Bahia. “Trazemos ações que já temos expertise na execução, mas com inovação. São investimentos que serão realizados ao longo dos próximos cinco anos”.

 

O presidente da União das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes Bahia), Ícaro Rennê, destacou a importância desse novo projeto. “Com o apoio do Governo do Estado, a agricultura familiar vem se mostrando e se desenvolvendo. Com esse novo projeto faremos com que nossas cooperativas produzam com ainda mais qualidade e que esse alimento chegue às mesas dos brasileiros e traga renda aos nossos agricultores”.

 

O Projeto Bahia que Produz e Alimenta traz mais força para a agricultura familiar da Bahia. Com investimentos e um olhar atento à sustentabilidade, o projeto tem o potencial de gerar impactos positivos e duradouros no campo e, consequentemente, na vida das famílias rurais.

Para iniciar o novo projeto, foi autorizado pelo Governo do Estado o lançamento de novos editais visando a dinamização das Agroindústrias Familiares com o objetivo de apoiar a gestão, acesso a mercados e assistência técnica para 402 agroindústrias familiares.

Quatro postos de combustíveis são autuados durante fiscalização

Fiscalização segue até a sextafeira – Crédito: Divulgação

Quatro postos de combustíveis na Bahia que tinham irregulares foram autuados nessa terça-feira (25), durante a 5ª etapa da Operação Integrada Posto Legal.

Segundo o major Daniel Bezerra Correia, comandante da CipFaz, no primeiro semestre de 2023 a ação integrada passou pelos municípios de Feira de Santana, Santo Estevão, Itatim, Serra Preta, Anguera, Ipirá, Vitória da Conquista, Cândido Sales, Itambé, Itapetinga, Bom Jesus da Lapa, Santa Maria da Vitória, Juazeiro, Casa Nova e Sobradinho.

Integrantes do Departamento de Polícia Técnica (DPT), da Companhia Independente de Polícia Fazendária (CipFaz), da Secretaria da Fazenda, do Instituto Baiano de Metrologia e Qualidade (Ibametro), da Superintendência de Proteção e da Defesa do Consumidor (Procon) e da Agência Nacional de Transportes participaram da ação.

Quatro postos estavam inadimplentes com o Fundo Especial de Aperfeiçoamento dos Serviços Policiais (Feaspol) ou foram flagrados com produtos vencidos e acabaram autuados.

O perito criminal Ubirajara José Ribeiro, coordenador da ação pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) informou que 13 postos foram vistoriados. A ação segue até a próxima sexta-feira (28).

CONQUISTA | PRF apreende pássaros silvestres e prende suspeito de crime ambiental

Na tarde desta quarta-feira (26) em Vitória da Conquista/BA, agentes da PRF fiscalizaram um ônibus que seguia de São Paulo-SP para Arapiraca-AL.

Embaixo de uma das poltronas, os agentes encontraram uma mochila cor preta com uma gaiola dentro e 09 pássaros silvestres, 07 da espécie Coleira e 02 da espécie Bigode.

A mochila pertencia a um homem, que informou morar em uma chácara em Hortolândia-SP e estava em viagem a passeio para Bateguara-AL. Afirmou que estava trazendo 2 pássaros para um conhecido e os outros 07 pássaros iria soltar na fazenda do sogro para reproduzir.

Os pássaros foram encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres, da prefeitura de Vitória da Conquista. Foi feita a ocorrência e o homem responderá pelo crime ambiental.

HADDAD É O MINISTRO MAIS BEM AVALIADO NO CONGRESSO, MOSTRA PAINEL DO PODER

O ministro do governo Lula mais bem avaliado pelos parlamentares do Congresso Nacional é Fernando Haddad, da Fazenda. O dado foi captado pelo Painel do Poder, pesquisa feita pelo Congresso em Foco Análise com os principais líderes do Legislativo federal. Pelas respostas dos congressistas, o levantamento captou um cenário altamente polarizado no Congresso – mas, mesmo considerando-se o alto número de menções negativas, o comandante da economia segue com avaliação favorável e desponta como o nome mais bem-visto na gestão Lula 3 entre senadores e deputados (desça para ver os dados detalhados em tabela mais abaixo na reportagem).

A atuação de Fernando Haddad ganhou destaque no final do primeiro semestre do atual governo com a tramitação de propostas ligadas à economia no Congresso e com a divulgação de números favoráveis da economia. Do início do ano para cá, projetos de grande importância passaram pelo crivo das Casas. O arcabouço fiscal, que estabelece novas regras para disciplinar as contas e gastos do governo federal, foi aprovado na Câmara e no Senado – e, como sofreu modificações na Casa Alta, vai passar por nova votação na Câmara. A reforma tributária foi aprovada na Câmara e deve ser analisada pela Casa Alta após o recesso. Este cenário favorável ajuda a explicar o desempenho de Haddad, explica o pesquisador André Sathler, coordenador do Congresso em Foco Análise: “No primeiro semestre, o que aconteceu de positivo foi a pauta econômica. Os parlamentares refletiram essa percepção do momento econômico, com a inflação em queda”.

O semestre também registrou tensão entre o governo e a Câmara dos Deputados, com dificuldades do Planalto para construir uma maioria consistente para aprovar seus projetos na Casa. Hoje, fala-se na realização de uma reforma ministerial para incluir mais partidos na estrutura governamental e garantir mais votos. Mas, mesmo nos momentos de tensão, o nome de Haddad vinha sendo preservado. O ministro chegou mesmo a receber elogios públicos do presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), que era crítico dos ministros encarregados mais diretamente do diálogo com o Congresso, como Rui Costa (Casa Civil) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais).

“Haddad também apresentou um perfil muito de conversa, de conciliação, com os líderes do Congresso”, explica Ricardo de João Braga, cientista político e também coordenador do Congresso em Foco Análise. “Você vê isso, por exemplo, em ele aceitar a reforma tributária que tramitava na Câmara. E nas frequentes conversas que ele entabulou com Arthur Lira, Rodrigo Pacheco e lideranças. Isso conta muito.”

COMO CADA MINISTRO PONTUOU

Para montar esta edição do Painel do Poder, o Congresso em Foco Análise entrevistou 63 parlamentares considerados influentes, seja por serem líderes de bancada, integrantes da Mesa Diretora, presidentes de comissões ou formadores de opinião em assuntos importantes.

Para compensar o cenário polarizado, que pode se traduzir em múltiplas menções positivas e negativas a um mesmo ministro, o Painel do Poder adota o saldo das menções (as positivas menos as negativas) como critério para determinar quem tem a melhor aprovação. Leia no quadro abaixo quantas menções positivas cada ministro teve na pesquisa.

Depois de Haddad, os ministros mais bem avaliados são Renan Filho, dos Transportes (15 menções positivas X 3 negativas); Wellington Dias, do Desenvolvimento Social (10 X 0); Camilo Santana, de Educação (11 X 2); Carlos Fávaro, da Agricultura (10 X 1); e Waldez Góes, do Desenvolvimento Regional (10 X 1). “São políticos ‘testados e aprovados’, de partidos e estados que têm importância nos setores nos quais estão atuando, o que faz com que eles tenham um peso”, explica Ricardo de João Braga.

Daniela Carneiro, ministra do Turismo na época da pesquisa, foi o nome mais mal avaliado, com 11 menções negativas. “A Daniela estava, sim, sob fogo de todo mundo que não fosse do seu estrito grupo”, explica Ricardo. “E a gente não pode esquecer do lado substantivo: não havia notícia de uma ação mais impactante do ministério”. Daniela foi substituída por Celso Sabino, com a expectativa de que o novo ministro agregue mais votos do União Brasil na Câmara em favor do governo.

Já o titular da Justiça, Flávio Dino, é um exemplo de nome polarizado: 16 menções positivas e 12 negativas. Para André Sathler, isso se relaciona com o destaque que ele vem recebendo desde o início do governo. “O Flávio Dino é icônico. Talvez ele seja o ministro que teve mais protagonismo com a imprensa, com o 8 de janeiro. Foi o mais convocado para a Câmara. Tem muito protagonismo em rede social também, é um ministro que aparece, põe a cara para bater. Chamou a atenção, bem no sentido de que os que gostam do governo gostam dele. E os que não gostam acham ruim”.

Humor do Congresso
O Painel do Poder é a única pesquisa no Brasil a ouvir exclusivamente os líderes políticos mais influentes no Congresso Nacional para aferir as tendências predominantes na Câmara e no Senado quanto ao relacionamento com o governo federal e às políticas públicas.

Feita no formato de painel, o que permite aferir as mudanças de humor no Congresso, a pesquisa permite a tomadores de decisões antecipar cenários e fazer prognósticos. A cada três meses, ouvimos cerca de 70 congressistas que consideramos ter maior influência no Legislativo. O resultado é publicado, em parte, no nosso site.

Mas você pode comprar o relatório completo da pesquisa, contratar perguntas exclusivas ou mesmo agendar uma apresentação personalizada. Para isso, contacte nossa equipe de marketing.

Fonte: CongressoemFoco | Foto: Pedro França/Agência Senado

Carros batem de frente e deixam feridos na BR-116

Dois carros bateram de frente na manhã dessa quarta-feira (26) na BR-116, km 781, próximo a Planalto.

Segundo informações passadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente foi causado por uma ultrapassagem indevida e duas pessoas ficaram feridas, sendo encaminhadas pela Via Bahia ao hospital de Planalto.

A pista ficou parcialmente interditada e já foi liberada.

Luto: Morre Dom Geraldo Lyrio, primeiro Arcebispo de Vitória da Conquista

É com profundo pesar que o Blog do Sena informa o falecimento de Dom Geraldo Lyrio Rocha.

Dom Geraldo, figura proeminente na Igreja, sofreu uma queda acidental nesta quarta-feira (26) que resultou em uma fratura no fêmur. Em seguida, ele foi socorrido e internado, mas foi acometido por uma parada cardiorrespiratória. O bispo não resistiu e acabou morrendo. 

Com uma trajetória marcada por importantes realizações, Dom Geraldo ocupou diversas posições de liderança na Igreja. Foi bispo auxiliar na Arquidiocese de Vitória, 1° bispo de Colatina, Arcebispo de Vitória da Conquista e, posteriormente, Arcebispo de Mariana, onde se tornou emérito.

Além disso, assumiu o papel de presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), desempenhando um papel relevante. 

Após o falecimento, a Diocese de Xingu está organizando o traslado do corpo para Vitória (ES) e, em seguida, para Mariana (MG), em acordo com o desejo expresso pelo arcebispo. A comunidade católica expressa seu pesar diante da partida de Dom Geraldo.

Aos amigos, familiares e fiéis, os sinceros sentimentos do Blog do Sena.

SERVIDORES PARAM EM PROTESTO A ZÉ COCÁ

A mola propulsora que faz girar a máquina pública, os servidores municipais, estão muito insatisfeitos com a gestão do prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP).

As insatisfações partem do descumprimento por parte do prefeito Zé Cocá, com relação ao pagamento do Piso Nacional do Magistério, que segundo a APLB, o prefeito não demonstra interesse em cumprir a Lei. Já na área da saúde, os profissionais também reclamam dos índices de aumento ofertados pelo prefeito.

Em contrapartida, o prefeito afirma que em 2022, a prefeitura deu 41% de aumento para os professores, impactando demais na folha de pagamento que passou de R$ 4,5 milhões para R$ 8,3 milhões. O prefeito afirmou ainda em entrevista, que o direito dos professores, para quando vem o dele (sic).

O prefeito segue ainda dizendo que no ano passado, a prefeitura gastou 79% dos recursos dos cofres públicos, somente com educação e esse ano o percentual já atinge 81%, sem aplicar o aumento proposto de 4% para os servidores municipais, incluindo os professores.

Por conta disso, a APLB e o SINSERV, sindicatos que representa os professores e os servidores municipais, respectivamente, convocaram a categoria e foi aprovada uma paralisação que está sendo feita hoje, com manifestação em frente à sede provisória da Prefeitura de Jequié.

Segundo os representantes das categorias, o aumento ofertado pelo prefeito Zé Cocá é humilhante. A categoria reivindica aumento de 14,95%, que é a Lei Federal.

Produtores rurais de Jaguaquara se unem e criam cooperativa

Produtores rurais de Jaguaquara se unem e criam cooperativa

A criação da organização foi fomentada em novembro de 2022, por um dos produtores rurais, Nelcivaldo Barbosa de Almeida “Branco”, que ao perceber as dificuldades do produtor para aquisição de insumos, e comercialização dos seus produtos reuniu em sua propriedade um grupo de agricultores.

Atualmente, a COOPJAGUAR conta com 105 cooperados e deve expandir seu número de associados. Para participar da cooperativa, o produtor precisa está sempre fornecendo e produzindo.

A idéia inicial da cooperativa é reunir cooperados e prepará-los através de cursos de capacitação, a exemplo de formação em parceria com o IFBA, OSEB e SENAR e convênios com entidade e instituições que ofereçam desconto na aquisição de serviços pelos cooperados.

SÓ METADE DAS ESCOLAS PÚBLICAS TÊM PROJETOS ANTIRRACISTAS, APONTA ONG

Hoje universitária, a brasiliense Nathalia Maciel, de 19 anos, que se identifica como mulher negra, acostumou-se a ouvir em sala de aula sobre heróis e heroínas brancos e feitos de europeus que chegaram ao Brasil. Estudou o ensino fundamental e médio em escola pública na região administrativa de Santa Maria, a 40 km do centro da capital. “Sentia falta de saber sobre pessoas negras, que só eram citadas em 20 de novembro (dia da Consciência Negra). As pessoas só faziam para ganhar nota nas matérias”, lamenta.

 

 

 

A percepção da estudante sobre a falta de projetos que valorizem a diversidade e enfrentem problemas como o racismo pode ser constatada em números. Segundo levantamento da ONG Todos Pela Educação, apenas metade (50,1%) das escolas públicas do país tiveram ações contra o racismo em 2021, ano em que foi feita a última pesquisa do Sistema Nacional de Avaliação Básica (Saeb).

 

 

 

O fato é que, naquele ano, o total de escolas públicas com projetos para combater racismo, machismo e homofobia caiu ao menor patamar em 10 anos. Os dados utilizados foram extraídos dos questionários contextuais do Saeb destinados a diretores e diretoras escolares, entre 2011 a 2021.

 

 

Falhas

 

 

A pesquisadora Daniela Mendes, analista de políticas educacionais do Todos Pela Educação, contextualiza que quando questões raciais e de gênero não são trabalhadas dentro das escolas, o ensino falha tanto no processo de aprendizagem dos alunos quanto na construção de uma sociedade melhor, com menos violência e menos desigualdades.

 

 

 

“O impacto que esses dados nos mostram não é apenas educacional. As violências sofridas nas escolas podem ser tanto físicas e verbais quanto simbólicas com insinuações e constrangimentos que tornam o ambiente escolar um espaço hostil para determinados grupos. Isso tem um impacto na evasão escolar”, afirmou Daniela Mendes.

 

 

Colonização

 

 

De acordo com o que analisa a pesquisadora Gina Vieira, professora da rede pública no Distrito Federal e com projetos premiados em relação à diversidade em sala de aula, a escola no Brasil não promove a diversidade.

 

 

 

“A escola brasileira, assim como o projeto de colonização do país, trabalha na lógica da homogeneização. Então, nós temos um currículo racista e uma educação racista. Nós temos um currículo oficial que ainda conta a história oficial que é contada na perspectiva do homem branco europeu”, pontua.

 

 

 

Ela explica que são raros os materiais pedagógicos diversos que incorporem as vozes dos povos historicamente excluídos. “A gente está, por exemplo, comemorando 20 anos da Lei 10.639 [que inclui História e Cultura Afro-Brasileira no currículo escolar], que é resultado da luta histórica do movimento negro pelo direito da história da África e de pessoas negras em diáspora”. Ela cita que as leis não são o suficiente para mudança de perspectivas, mas sim uma mudança cultural e de políticas públicas. “Como diz o Drummond, os lírios não nascem por força da lei”.

 

 

Em queda

 

 

A quantidade de escolas com projetos atentos à diversidade começou a cair a partir do ano de 2015, quando o índice havia chegado ao maior patamar no período: 75,6%. Desde então, os números despencaram.

 

 

 

Além de racismo, a atuação contra homofobia e machismo está na menor parte das escolas brasileiras. Em 2011, por exemplo, 34,7% das escolas relataram ter ações. Em 2017, o índice chegou a 43,7%. Mas, também caiu nos anos seguintes. Em 2021, representava apenas 25,5%.

 

 

 

Para Daniela Mendes, analista de políticas educacionais do Todos Pela Educação, o avanço de uma pauta ultraconservadora nos últimos anos, os impactos da pandemia e a falta de coordenação nacional durante a última gestão do Ministério da Educação foram fatores que podem ter influenciado o cenário.

 

 

 

Para a professora Gina Vieira, cabe à sociedade estar mobilizada para cobrar uma escola antirracista e contra machismo e homofobia. “A gente precisa rechaçar com toda força essa perspectiva que a gente viveu nos últimos quatro anos entre o professor e a escola representados como inimigos da sociedade. Como alguém que devo fiscalizar, denunciar, gravar e achincalhar. Um país que não valoriza a educação, a escola e os educadores está fadado ao retrocesso”, afirma.

 

 

Providências

 

 

Em nota à reportagem, o Ministério da Educação garantiu que tem trabalhado para modificar esse cenário desde o início da atual gestão. A primeira ação foi a recriação da Secadi (Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão). “Uma pasta que já se configura como uma ação afirmativa, na qual tem em sua estrutura a Diretoria de Políticas de Educação Étnico-racial Educação Escolar Quilombola, um instrumento institucional para formular, articular e executar as políticas voltadas para a implementação da Lei 10.639/03”.

 

 

 

Além disso, segundo MEC, foi retomada a formação de professores a partir do apoio financeiro às universidades e relançado o Programa de Desenvolvimento Acadêmico Abdias Nascimento, que fomenta a pesquisa na graduação e pós-graduação. “Outra iniciativa resgatada foi a Cadara, a comissão de assessoramento do MEC formada por entes federais e sociedade civil. Ainda há um longo caminho pela frente, mas hoje a Secadi está empenhada em garantir recursos para que no próximo ano possa investir ainda mais em ações de combate ao racismo”.

 

 

 

Para Ingridy, que é uma adolescente negra, de 15 anos, também moradora de Brasília, e estudante de escola pública, uma escola preocupada com diversidade e disposta a não ser homogênea seria fundamental também para o dia a dia. E isso parece uma aula simples. “Ajudaria a combater o preconceito e promoveria o respeito e a aceitação na escola”, avalia.