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:: 7/abr/2020 . 14:04

Ministério da Saúde muda a estratégia da quarentena a partir da próxima segunda

Ministério da Saúde muda a estratégia da quarentena a partir da próxima segunda
O presidente Jair Bolsonaro ao lado do ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta em coletiva no Planalto. Créditos: Pablo Jacob / Agência O Globo

O Ministério da Saúde mudou o discurso em relação ao isolamento social. A pasta comandada por Luiz Henrique Mandetta defende agora o isolamento seletivo. Isto é, em cidades com, pelo menos, metade dos leitos vagos, deve-se manter em isolamento apenas integrantes dos grupos de risco. A determinação vale a partir da próxima segunda-feira, dia 13 de abril.

O nome é novo, mas o conceito é o mesmo. O isolamento seletivo, defendido pelo Ministério da Saúde é o mesmo que o isolamento vertical, mencionado pelo presidente Jair Bolsonaro nas últimas semanas. Contudo, permanecem em quarentena trabalhadores que apresentarem síndrome gripal ou síndrome respiratória aguda grave, e quem tiver contato próximo com infectados, além de pessoas acima de 60 anos e doentes crônicos.

A nova estratégia do Ministério da Saúde ocorre após “um dia que rendeu pouco”, nas palavras do ministro Mandetta. O motivo teria sido uma possível demissão do ministro, publicada no Jornal o Globo, e uma nova notícia, que o ministro permanece no cargo, publicada pela Veja.

Bolsonaro e Mandetta trocaram farpas na semana passada. Bolsonaro chegou a falar publicamente que “faltava humildade a Mandetta”. O ministro da saúde desafiou, também publicamente, o presidente a exonerá-lo. Conforme a revista Veja, o presidente teria quase chegado a, de fato, demitir Luiz Henrique Mandetta.

No entanto, também segundo Veja, Bolsonaro fora aconselhado por generais que ocupam o alto escalão do governo a manter Mandetta na pasta da saúde. O general Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Governo) teriam freado o presidente a mudar o comando do Ministério da Saúde.

Adiamento das eleições municipais será decidido até junho, diz Barroso

Adiamento das eleições municipais será decidido até junho, diz Barroso

Foto: Divulgação / José Cruz / Agência Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidirá até junho a possibilidade de adiamento  das eleições municipais, marcadas para outro deste ano. A afirmação foi dada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que deverá assumir, em maio, a presidência do TSE, Luiz Roberto Barroso.

 

Em entrevista ao UOL, Barrozo informou ainda que se houver adiamento do pleito em consequência da pandemia do novo coronavírus, pretende remarcar a eleição para dezembro, no máximo.

 

“A verdade é que nós estamos monitorando a evolução da doença. Não gostaria de adiar as eleições, acho que ainda não é preciso decidir isso neste momento, mas acho que não podemos fechar os olhos a este risco. Imaginaria junho como sendo o momento em que nós temos que ter uma definição. O que eu sou radicalmente contra é o cancelamento das eleições e fazer todas coincidirem em 2022”, disse Barroso.

 

Para Barrozo, o ideal seria adiar “por um prazo máximo de dois meses” as eleições deste ano. “Neste momento, com a esperança de não ser necessário adiar, é fazer até o início de dezembro”. A medida evitaria que mandatos sejam estendidos além do tempo concedido pelo voto popular, pontuou o ministro durante a entrevista.

 

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