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Conquistenses se queixam de atrasos e falta de organização em fila da vacinação infantil contra a covid-19

Desde o dia 17 de janeiro, acontece a imunização infantil contra a covid-19 em Vitória da Conquista. Mas apesar da Prefeitura informar que a vacina começa a ser aplicada a partir das 8h em unidades de saúde do município, no posto do bairro Vila América, as doses só chegaram por volta das 9h40 desta quarta-feira, 26. Às 10h, o atendimento aos pais e crianças nem sequer tinha sido iniciado, de acordo com relato da professora Adriana Amorim, que levou seu filho, Raul, de 7 anos, para receber a primeira aplicação.

Ainda segundo ela, nesse intervalo de duas horas em que permaneceu na fila de espera da vacinação, não distribuíram senhas, não verificaram a documentação exigida para a imunização e nem deram qualquer tipo de assistência aos pais e crianças presentes. “Pedi pra o funcionário ir verificando a documentação, caso alguém precisasse ir em casa buscar, ou, se não estivesse na data (idade) certa, pra não perder tempo na fila. Ele me olhou com cara de poucos amigos, disse que depois fazia isso, mas não fez até agora [9h47]”, contou Adriana à nossa reportagem.

A demora para iniciar a aplicação da vacina causou a formação de uma longa fila na unidade de saúde. Como o estoque de doses era limitado, nem todos conseguiram ser atendidos no período da manhã. Cerca de 30 crianças, de acordo com a professora, precisaram retornar à tarde para se imunizar. Algumas reclamações a respeito da vacinação no posto do Vila América também foram feitas por munícipes no perfil oficial do Executivo no Instagram.

“Que desorganização da Prefeitura. Fila no sol… Espera de 3 horas e saímos sem vacina. Encerrou às 12h. Um absurdo! Deveriam ter distribuído fichas”, comentou uma internauta em uma publicação. Em outro post, um morador disse que tem faltado doses em várias unidades de saúde. “Uma dose de honestidade vai bem”, ironizou. As principais queixas são em torno da logística de imunização. Mas há também municípes que relatam não ter enfrentado problemas ou transtornos ao levar seus filhos para vacinar. “No posto [da] Régis Pacheco tá tranquilo, cheguei lá 7h30, só tinha 6 crianças aguardando. Equipe muito atenciosa e educada”, disse uma usuária da rede social.

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