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:: ‘Política’

O prefeito de Jequié, Zé Cocá, deve ser anunciado como candidato a vice-governador na chapa do União Brasil na Bahia, por indicação do Progressistas (PP)

O prefeito de Jequié, Zé Cocá, deve ser anunciado como candidato a vice-governador na chapa do União Brasil na Bahia, por indicação do Progressistas (PP). A articulação busca fortalecer o grupo liderado por ACM Neto em regiões onde enfrenta maior resistência, como o Médio Rio de Contas e o Vale do Jiquiriçá.

Fontes apontam que as conversas avançaram e o anúncio pode ocorrer em breve. O PP aposta na força política e na popularidade de Cocá no interior.

Nos bastidores, porém, há resistência de aliados de ACM Neto, que avaliam o nome do prefeito com cautela.

Enquanto isso, surge a possibilidade de o Zé Ronaldo ser procurado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) para compor como vice na chapa do governador Jerônimo Rodrigues, que ainda não anunciou oficialmente seu companheiro de chapa.

O cenário político baiano segue em intensa movimentação e novas definições podem ocorrer nos próximos dias.

Fontes ligadas ao portal Apuarema Acontece confirmaram que as conversas avançaram nos últimos dias e que o anúncio oficial pode ocorrer em breve. O PP considera o prefeito de Jequié como seu principal nome para ocupar a vaga de vice, apostando na popularidade e na força política construída na região.

TSE julga mudanças de regras para as eleições de outubro

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizará sessão extraordinária administrativa na segunda-feira (2), a partir das 19h, para continuar a análise das normas que regerão as Eleições Gerais de 2026. As regras vão orientar as condutas de partidos políticos, candidatas e candidatos, eleitoras e eleitores durante o pleito deste ano, marcado para o dia 4 de outubro (1º turno).

Na última quinta-feira (26) a Corte Eleitoral julgou sete das 14 resoluções em pauta, onde foram aprovadas as resoluções sobre pesquisas eleitorais, atos gerais do processo eleitoral, sistemas eleitorais, prestação de contas, Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), transporte especial de eleitoras e eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida e cronograma operacional do cadastro eleitoral para o pleito.

Na sessão de hoje, serão julgadas as outras sete resoluções que tratam sobre calendário eleitoral, auditoria e fiscalização, registro de candidatura, propaganda eleitoral, representações e reclamações, ilícitos eleitorais e consolidação das normas voltadas ao cidadão.O vice-presidente do TSE e relator das instruções, ministro Nunes Marques, destacou que as contribuições recebidas da sociedade durante as etapas de consulta das minutas de resoluções e de audiências públicas merecem especial reconhecimento em relação a todos os participantes. “Isso [ocorre] em razão das enriquecedoras propostas apresentadas, cuja qualidade técnica e jurídica evidencia o compromisso coletivo com o aprimoramento do processo eleitoral”, disse.

O ministro informou que foram registradas 1.431 sugestões, o que representou incremento de 41% em relação ao ciclo anterior, além de 187 sugestões encaminhadas pelos tribunais regionais eleitorais (TREs), totalizando 1.618 manifestações, correspondentes a um aumento global de 60%.

Análise: Chegada de João Santana pode ampliar agressividade entre ACM Neto e Jerônimo na eleição

A volta de João Santana ao marketing eleitoral pode elevar a temperatura na Bahia e intensificar os ataques abaixo da linha da cintura na eleição de 2026. Conhecido como sendo “o homem que elegeu seis presidentes” e um dos mais influentes estrategistas eleitorais do Brasil, o marqueteiro baiano cotado para comandar a campanha do pré-candidato ACM Neto (União Brasil) é conhecido por utilizar métodos pouco ortodoxos para desconstruir adversários (especialmente em pleitos bastante polarizados).

Responsável por reeleger Lula (2006) e Dilma Rousseff (2010 e 2014), entre outros líderes, Santana tem como característica principal criar peças publicitárias com foco em fragilidades, contradições ou riscos atribuídos aos oponentes, estratégia classificada como marketing de ataque.

Ao longo da sua trajetória, ele criou inserções que associavam adversários a possíveis perdas de direitos sociais ou instabilidade econômica, recurso visto como apelo ao medo. Um dos vídeos mais célebres vídeos da campanha de 2014, por exemplo, foi a peça em que acusou a então candidata Marina Silva de querer tirar comida da mesa do pobre por defender a independência do Banco Central (que hoje, inclusive, é autônomo).Ele também apostou frequentemente na construção de campanhas com forte divisão entre “nós” e “eles”, acentuando disputas ideológicas para mobilizar a base eleitoral, e no “endeusamento” dos candidatos.Santana ainda costumeiramente apela para a forte carga dramática em programas de TV, com trilhas, depoimentos e roteiros voltados a criar identificação emocional e senso de ameaça ou urgência.Além do Brasil, João Santana foi um dos estrategistas ligados à chamada “onda rosa” na América Latina, assinando campanhas vitoriosas da esquerda entre 2009 e 2014. Só para citar dois exemplos clássicos, o publicitário participou das campanhas de Hugo Chávez e, posteriormente, de Nicolás Maduro, na Venezuela.Santana chegou a ser condenado por lavagem de dinheiro pelo recebimento de pagamentos em caixa dois nas campanhas do PT. Suas condenações, contudo, foram anuladas em janeiro de 2024 pelo ministro Edson Fachin.

Se for confirmada a contratação, a escolha de ACM Neto denota uma tentativa do ex-prefeito em se comunicar no mesmo campo em que o PT surfou com êxito nas últimas duas décadas. O herdeiro do carlismo, que já vinha tecendo ataques a Jerônimo Rodrigues (PT) nas redes sociais, pode elevar ainda mais o tom dos ataques na tentativa de descontruir o atual chefe do Palácio de Ondina.

AtlasIntel: Lula e Flávio Bolsonaro aparecem em empate técnico no 2º turno

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) estão empatados em um eventual segundo turno das eleições para a Presidência da República.

De acordo com o levantamento da AtlasIntel, divulgado nesta quarta-feira (25), Lula tem 46,2% dos votos, contra 46,3% de Flávio. No levantamento anterior, os percentuais eram de 49,2% e 44,9%, respectivamente.

Num cenário contra Tarcísio de Freitas(Republicanos), o governador de São Paulo aparece à frente, com 47,1%, seguido por Lula, com 45,9%. Contra a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), Lula marca 47,5% e ela, 44,7%.

A pesquisa foi realizada entre quinta-feira (19) e terça-feira (24). A margem de erro de um ponto percentual. Foram entrevistadas 4.986 pessoas. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o código BR-07600/2026.

O presidente Lula lidera todos os cenários de primeiro turno testados.

Lula x Flávio

Lula  45% (no levantamento anterior era 48,8%)

Flávio 37,9% (era 35% na pesquisa anterior)

Em quatro cenários de primeiro turno com a presença de Lula e Flávio, o petista aparece na frente (com percentuais entre 45% e 47%), seguido pelo senador (que oscila de 33% a 40%). Outros pré-candidatos da oposição ficam atrás e não ultrapassam 7%.

Lula x Tarcísio

Lula 43,3%

Tarcísio 36,2%

Lula x Flávio x Tarcísio

Lula 47,1%

Flávio 33,1%

Tarcísio 7,4%.

Com Fernando Haddad no lugar de Lula

Haddad  39,1%

Flávio  37,1%

Romeu Zema (Novo) 4,1%

Índices de Rejeição

Lula 48,2%

Flávio 46,4%

Jair Bolsonaro 44,2%.

Haddad 33,8%

Ciro Gomes 34,4%

Tarcísio 35,5%

Presidente Lula reúne mais governadores, mas Flávio Bolsonaro concentra apoio em Estados com maior peso eleitoral na disputa de 2026

O cenário preliminar da eleição presidencial de 2026 revela um equilíbrio complexo entre número de governadores aliados e peso eleitoral dos Estados governados por esses líderes. Levantamento do site Poder360 indica que 12 governadores apoiam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno, enquanto 5 governadores estão alinhados ao senador Flávio Bolsonaro (PL).

Apesar da vantagem numérica do presidente, os governadores ligados ao campo bolsonarista administram Estados com maior densidade eleitoral, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal, o que pode alterar a correlação de forças na disputa presidencial. No conjunto dos Estados governados por aliados de Lula, o eleitorado soma mais de 55 milhões de eleitores, enquanto o campo conservador tem forte presença em colégios eleitorais estratégicos.

O levantamento também indica que o cenário ainda está em consolidação. Diversos governadores permanecem sem posição formal declarada, enquanto outros tendem a apoiar determinado candidato apenas no segundo turno. Além disso, a possibilidade de ao menos 11 governadores deixarem o cargo para disputar o Senado pode provocar mudanças relevantes na configuração política dos Estados.

Mapa de apoios entre governadores

O levantamento indica que 12 dos 27 governadores brasileiros estão alinhados ao presidente Lula no primeiro turno da eleição presidencial.

Entre os governadores que integram esse bloco estão:

  • Jerônimo Rodrigues (PT) — Bahia
  • Elmano de Freitas (PT) — Ceará
  • Helder Barbalho (MDB) — Pará
  • Fátima Bezerra (PT) — Rio Grande do Norte
  • Rafael Fonteles (PT) — Piauí
  • Paulo Dantas (MDB) — Alagoas
  • Clécio Luís (União Brasil) — Amapá
  • João Azevêdo (PSB) — Paraíba
  • Renato Casagrande (PSB) — Espírito Santo
  • Raquel Lyra (PSD) — Pernambuco
  • Carlos Brandão (sem partido) — Maranhão
  • Fábio Mitidieri (PSD) — Sergipe

Esse conjunto de Estados concentra forte presença no Nordeste e no Norte, regiões onde o presidente tradicionalmente possui base eleitoral consolidada.

Governadores alinhados a Flávio Bolsonaro

No campo conservador, 5 governadores aparecem alinhados ao senador Flávio Bolsonaro, com destaque para Estados economicamente e eleitoralmente relevantes.

Entre eles estão:

  • Tarcísio de Freitas (Republicanos) — São Paulo
  • Cláudio Castro (PL) — Rio de Janeiro
  • Ibaneis Rocha (MDB) — Distrito Federal
  • Jorginho Mello (PL) — Santa Catarina
  • Mauro Mendes (União Brasil) — Mato Grosso

Apesar de numericamente menor, esse grupo administra Estados que concentram parte expressiva do eleitorado brasileiro. Apenas São Paulo possui cerca de 34,4 milhões de eleitores, o maior colégio eleitoral do país.

Estados com tendência de apoio ou posição indefinida

Uma parcela relevante do mapa político permanece aberta. Alguns governadores ainda não declararam posição oficial, enquanto outros apresentam tendência de alinhamento ao campo bolsonarista no segundo turno.

Entre eles:

  • Romeu Zema (Novo) — Minas Gerais
  • Ratinho Júnior (PSD) — Paraná
  • Ronaldo Caiado (PSD) — Goiás
  • Eduardo Riedel (PP) — Mato Grosso do Sul
  • Wilson Lima (União Brasil) — Amazonas
  • Marcos Rocha (PSD) — Rondônia
  • Antônio Denarium (PP) — Roraima
  • Wanderlei Barbosa (Republicanos) — Tocantins

Também aparecem como indefinidos:

  • Eduardo Leite (PSD) — Rio Grande do Sul
  • Gladson Cameli (PP) — Acre

Caso parte desses governadores consolide apoio ao campo bolsonarista no segundo turno, o número de Estados alinhados a Flávio Bolsonaro poderia chegar a 13, superando o bloco governista.

Peso eleitoral dos Estados

A disputa presidencial também será influenciada pela distribuição do eleitorado entre os Estados governados por aliados de cada candidato.

Entre os maiores colégios eleitorais brasileiros estão:

  • São Paulo — cerca de 34,4 milhões de eleitores
  • Minas Gerais — cerca de 16,4 milhões
  • Rio de Janeiro — cerca de 13 milhões
  • Bahia — aproximadamente 11,2 milhões
  • Paraná — cerca de 8,6 milhões
  • Rio Grande do Sul — cerca de 8,6 milhões

Essa distribuição ajuda a explicar por que o número de governadores aliados não necessariamente determina vantagem eleitoral imediata.

Possível saída de governadores para disputar o Senado

Outro elemento que pode alterar o cenário político é a possibilidade de pelo menos 11 governadores deixarem o cargo para disputar o Senado em 2026.

Entre os nomes mencionados estão:

  • Ibaneis Rocha (MDB) — Distrito Federal
  • Cláudio Castro (PL) — Rio de Janeiro
  • Antônio Denarium (PP) — Roraima
  • Helder Barbalho (MDB) — Pará
  • Mauro Mendes (União Brasil) — Mato Grosso
  • Fátima Bezerra (PT) — Rio Grande do Norte
  • Renato Casagrande (PSB) — Espírito Santo
  • João Azevêdo (PSB) — Paraíba
  • Marcos Rocha (PSD) — Rondônia

Há também situações específicas:

  • Carlos Brandão (Maranhão) desistiu da disputa ao Senado para evitar transferir o governo ao vice Felipe Camarão (PT), seu adversário político.
  • Wanderlei Barbosa (Tocantins) suspendeu temporariamente a candidatura após conflito com o vice Laurez Moreira.

No Rio de Janeiro, a possível saída de Cláudio Castro gera um cenário institucional incomum. Como o governador não possui vice, uma eventual renúncia poderia levar à eleição indireta para o governo estadual pela Assembleia Legislativa.

Zé Cocá e Zé Ronaldo disputam vaga de vice na chapa de ACM Neto ao governo da Bahia

A montagem da chapa majoritária de oposição na Bahia, liderada por ACM Neto, ainda tem uma peça em aberto: a vice. Nos bastidores, dois prefeitos aparecem como os nomes mais fortes no momento, Zé Ronaldo e Zé Cocá.

Apesar de Zé Ronaldo ser tratado por aliados como um nome natural para ocupar a vaga, a decisão envolve cálculos políticos mais amplos, principalmente sobre o impacto de uma eventual saída da Prefeitura de Feira de Santana.

O peso de deixar a prefeitura

Lideranças ligadas ao grupo de ACM Neto admitem que a principal preocupação é eleitoral. A saída de Zé Ronaldo da gestão municipal para disputar a vice poderia gerar efeitos na percepção do eleitorado feirense.

Uma pesquisa interna deve medir justamente esse impacto. A avaliação é simples: vale a pena abrir mão de um prefeito consolidado na segunda maior cidade do estado para reforçar a chapa estadual?

Não seria a primeira vez que isso acontece. Em 2018, após ser reeleito em 2016, Zé Ronaldo deixou a prefeitura para disputar o governo da Bahia.

Em declaração recente, o prefeito afirmou que sabe o que quer politicamente, mas evitou antecipar qualquer definição pública.

Zé Cocá cresce como alternativa

Nesse cenário, o nome de Zé Cocá, prefeito de Jequié, ganha tração. Aliados de ACM Neto avaliam que ele agrega três fatores importantes: forte aprovação no interior, capacidade eleitoral comprovada e presença estratégica em uma região relevante do estado.

Há ainda um componente político adicional. O apoio de Cocá vinha sendo tratado por muitos como provável à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues. Caso ele migre oficialmente para a oposição, isso representaria um movimento simbólico importante no tabuleiro estadual.

Governo também se movimenta

O próprio Jerônimo tem buscado diálogo institucional com prefeitos que não estiveram ao seu lado na eleição passada. Segundo o governador, os investimentos estaduais não estão condicionados a alinhamento político.

Tanto Zé Cocá quanto Zé Ronaldo não apoiaram Jerônimo na última disputa, mas seguem mantendo interlocução administrativa com o governo.

Outros nomes no radar

Além dos dois favoritos, outras possibilidades circulam nos bastidores. A prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos, passou a ser citada com mais frequência após sinalizar que poderia disputar o pleito. O prefeito de Salvador, Bruno Reis, já declarou que ela seria uma excelente opção para a vice.

Também aparecem como alternativas o ex prefeito de Belo Campo, Quinho, e o ex prefeito de Barreiras, Zito Barbosa. Um nome ligado ao Republicanos também é cogitado, numa tentativa de contemplar o partido na composição.

Decisão ainda em aberto

Apesar das especulações, a definição está longe de ser anunciada. A escolha do vice envolve estratégia regional, força eleitoral, equilíbrio partidário e, principalmente, cálculo político.

No fim, a decisão de ACM Neto vai precisar considerar não apenas quem soma mais votos, mas quem ajuda a construir um palanque sólido e competitivo em 2026.

EXCLUSIVO: Base de Jerônimo é pega de surpresa após Wagner ‘queimar a largada’ e antecipar chapa majoritária

Integrantes da base aliada do governador Jerônimo Rodrigues (PT) foram pegos de surpresa com a confirmação ‘relâmpago’ feita pelo senador Jaques Wagner (PT), nesta sexta-feira (20), sobre a definição da chapa majoritária que vai disputar a reeleição ao Governo da Bahia em 2026.

Durante entrevista em Irecê, no Centro-norte da Bahia, o cacique confirmou que Geraldo Júnior (MDB) vai reeditar a chapa de 2022 nas eleições de outubro deste ano. aliados do governo demonstraram surpresa com o anúncio — alguns, inclusive, sequer estavam cientes que ele havia ocorrido.

Internamente, a avaliação é que Wagner teria ‘queimado a largada’ e contrariado a orientação do governador, uma vez que a confirmação deveria ser feita pelo próprio Jerônimo — que chegou a desautorizar o secretário de Relações Institucionais (Serin), Adolpho Loyola, a comentar abertamente sobre o assunto.Inclusive, durante o Carnaval, em conversas com a imprensa, o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), reforçou o discurso de que “quem anuncia a chapa é o governador”. Na última quarta-feira (18), durante apresentação das ações do governo estadual em meio à folia, o chefe do Palácio de Ondina já havia cravado que a definição da chapa majoritária iria ocorrer em março.

Além disso, outro ponto que ‘não pegou muito bem’ é o fato do anúncio feito por Wagner ter ocorrido ao passo em que o governador da Bahia cumpre agenda oficial em Nova Délhi, na Índia, ao lado do presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) — país com uma diferença de fuso horário de 8h30 em relação ao Brasil.

Suspeito de tráfico morto na Gamboa tem envolvimento em morte de dentista na Paralela

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, e o líder da legenda na Câmara, deputado Antonio Brito, participaram nesta sexta-feira (20) de um encontro com o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, em Stuttgart.

A reunião ocorreu paralelamente ao 38º Congresso da União Democrata Cristã (CDU), evento que reuniu lideranças políticas de diferentes países e teve como foco o fortalecimento do diálogo entre partidos de centro da União Europeia, da América do Sul e de outras regiões.

Durante o congresso, Merz foi reconduzido à presidência da CDU com 91% dos votos dos delegados presentes. A presença da comitiva brasileira integrou a agenda internacional do PSD, que busca ampliar interlocução com forças políticas europeias.

Jerônimo diz ter o apoio de mais de 300 prefeitos e ainda está devendo a eles obras prometidas em 2022”, diz deputado

O deputado estadual Sandro Regis (União Brasil) disse nesta quinta-feira (19) que o governador Jerônimo Rodrigues (PT) se gaba de ter o apoio da maioria dos prefeitos da Bahia, mas não cumpre os compromissos firmados com eles. O governador diz ter o apoio de mais de 300 prefeitos, contudo, obras prometidas em 2022 para elegê-lo ainda estão no papel.

Para o parlamentar, o governador e o PT ignoram o crescente clima de insatisfação entre gestores municipais diante do festival de promessas não cumpridas pelo governo estadual.

“Jerônimo diz ter o apoio de mais de 300 prefeitos, mas está devendo obras prometidas com muita pompa. Em 2022, para se eleger, o governo do PT assinou convênios faraônicos, prometeu obras milagrosas, pavimentações, escolas, estradas, sistemas de água… Prometeram até terreno na lua, se fosse preciso. Mas, passada a eleição, o que ficou foi o abandono”, criticou.

Segundo o deputado, há uma onda crescente de prefeitos da base do governo cobrando publicamente o cumprimento de compromissos assumidos durante a campanha e no início da gestão.

Alguns casos já se tornaram públicos: No Extremo Sul, Jerônimo cancelou um contrato que previa obras estruturantes após meses sem avanço, gerando revolta na região. Em outras cidades, prefeitos acusam o governo de anunciar “novas obras” enquanto as de campanha seguem abandonadas.

Diversas obras prometidas em 2022 seguem paradas, causando irritação e frustração entre gestores integrantes da base petista. “Os prefeitos estão cansados de promessas vazias. Há convênios assinados com pompa e circunstância que até hoje não saíram do papel. Em muitos casos, nem sequer houve ordem de serviço. É propaganda demais e ação de menos”, afirmou Regis.

Para o parlamentar, a tentativa do governador de exibir um apoio massivo de prefeitos não passa de retórica. “A verdade é que Jerônimo tenta vender uma força política que já não tem. Muitos prefeitos que o apoiaram em 2022 hoje estão decepcionados, porque viram que o governo promete, promete… e não entrega. Não adianta tirar foto com 300 prefeitos se nenhum deles vê obra chegar”, disse.

Sandro Regis ainda lembrou que o governo do Estado já realizou diversos pedidos de empréstimo bilionários, sem que as obras municipais avançassem. “A desculpa não pode ser falta de recurso, porque Jerônimo já pegou dinheiro emprestado como nenhum outro governador na história da Bahia. O problema é falta de gestão, falta de organização e, principalmente, falta de respeito com os prefeitos”, criticou.

O deputado também observou que essa relação do PT com prefeitos não é novidade. “O PT trata aliados como trastes descartáveis. Eles servem enquanto servem ao projeto de poder. Depois, viram apenas um incômodo. Os prefeitos estão percebendo isso. Não à toa, muitos já buscam novos caminhos para 2026”, concluiu.

Embarque de Zé Cocá à base de Jerônimo dá sinais de esfriamento; entenda

Um encontro entre o pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), e o deputado federal Leur Lomanto Jr. (União Brasil) movimentou o cenário político na manhã desta quarta-feira (4).

A reunião contou ainda com a presença do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), e do secretário de Governo, Cacá Leão (PP). No Instagram, o pepista afirmou que uma das pautas abordadas entre os aliados foi o “futuro da Bahia e do Brasil”.

Nos bastidores é entendido que o encontro pode apontar para um esfriamento no embarque do prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), à base do governador Jerônimo Rodrigues (PT), principalmente após as críticas feitas pelo chefe do Executivo municipal ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).Na terça-feira (3), em entrevista à Rádio 95 FM, Zé Cocá afirmou que o Brasil precisa de um “candidato mais pujante” ao comentar sobre Lula na disputa à reeleição ao Palácio do Planalto. 

“Lula… já deu o seu tempo, não sou contra ninguém, ele fez o trabalho dele, mas o Brasil precisa de mais, precisa de um candidato mais pujante”, cravou.

“Tem que ter um cara de coragem, que diga ‘vamos cortar tudo que não é necessário’… Eu não vejo Lula com condição de fazer isso”, acrescentou.

O posicionamento de Zé Cocá coloca ainda em dúvida a filiação do gestor ao PSB, liderado por Lídice da Mata na Bahia, aliada de Jerônimo e Lula.

Por outro lado, Leur Lomanto Jr. é um político com fortes influências na região de Jequié. No ano passado, o deputado já havia manifestado o desejo de que Zé Cocá permanecesse na oposição ao Governo da Bahia.

“Se depender da minha vontade, do meu trabalho, do meu esforço, o prefeito Zé Cocá, […] ficará junto conosco na Federação União Brasil-PP, na oposição ao governo do Estado”, disse durante uma audiência pública na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).

Uma das possibilidades levantadas para chancelar a permanência de Cocá na oposição seria a oferta da vaga de vice-governador na chapa majoritária para o prefeito.