O ex-presidente Jair Bolsonaro já tinha investido R$ 14 milhões em renda fixa, no Banco do Brasil, quando agradeceu a apoiadores e encerrou a vaquinha, via Pix, para quitar multas por descumprimento de medidas sanitárias, de cerca de R$ 1 milhão.

O extrato bancário do ex-mandatário mostra que o depósito em Certificado de Depósito Bancário (CDB) foi feito em 27 de junho deste ano. Depois disso, Bolsonaro manteve a vaquinha rolando por dois dias até anunciar que havia recebido “o suficiente para pagar as atuais multas e expectativas de outras multas”.

Na ocasião, disse que, “em breve”, mostraria o valor recebido decorrente da campanha lançada por aliados em 23 de junho. As cifras acabaram reveladas pela imprensa um mês depois.

Um dia após anunciar o encerramento da vaquinha, o ex-presidente fez um segundo depósito em CDB, em 30 de junho, no valor de R$ 2 milhões. A primeira aplicação, de R$ 14 milhões, têm vencimento para para 31 de maio de 2028. A última, para 2 de junho de 2028.

Esses são os prazos que Bolsonaro terá de esperar se quiser resgatar a bolada sem perder parte da rentabilidade prometida.

Os dados indicam que houve, ainda, uma outra aplicação, de R$ 1 milhão, em Recibo de Depósito Bancário (RDB), totalizando os R$ 17 milhões revelados pela imprensa.

A principal diferença entre CDBs e RDBs é a liquidez. Os CDBs têm liquidez diária. Ou seja, os valores investidos podem ser resgatados a qualquer momento e até revendidos para outros investidores.

Já os RDBs só podem ser resgatados na data estipulada para o vencimento da aplicação.

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